A Anvisa ampliou em 2026 as opções de medicamentos injetáveis para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Foram aprovadas 12 novas canetas: dez com semaglutida e duas com liraglutida.
A mudança ocorreu principalmente após o fim da exclusividade da semaglutida no Brasil, em 20 de março. O princípio ativo é usado em medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, e passou a ter novos registros de genéricos e similares.
Canetas de semaglutida
Entre os medicamentos aprovados estão Ozivy, da EMS; Semavy, da Cosmed; Owozy, da Ávita Care; Zempneo, da Brainfarma; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Orsema, da Ranbaxy; Semaclique, da Germed; Yluméc, da EMS; além de versões genéricas da semaglutida produzidas por EMS e Germed.
O Ozivy foi o primeiro produto à base de semaglutida registrado após o fim da patente. Os preços anunciados para cada caneta variam entre R$ 452 e R$ 498. O Ozempic custa R$ 975 nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg, e R$ 999 na apresentação de 1 mg, conforme os valores divulgados no programa Preço NovoDia.
Pela legislação, os medicamentos genéricos devem custar no mínimo 35% menos que o produto de referência. Os demais produtos ainda precisam passar por etapas antes de chegar às farmácias, incluindo a definição de preços pela CMED.
Liraglutida e outras opções
Na última terça-feira (8), a Anvisa aprovou dois genéricos de liraglutida produzidos pela EMS para obesidade e diabetes tipo 2. Eles têm como referência Olire e Linux, também da EMS. O primeiro é indicado para obesidade, e o segundo, para diabetes tipo 2.
A liraglutida exige aplicação diária, enquanto semaglutida e tirzepatida costumam ser administradas uma vez por semana. Para o endocrinologista Júlio Américo Batatinha, essa frequência é uma desvantagem do tratamento.
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, da Eli Lilly, que continua como a única opção aprovada pela Anvisa com essa substância no Brasil. O medicamento atua sobre os hormônios GLP-1 e GIP.
Já a dulaglutida, presente no Trulicity, não tem versões genéricas ou similares aprovadas no país. Especialistas afirmam que ela apresenta menor potência para a perda de peso em comparação com semaglutida e tirzepatida.
A escolha do medicamento deve levar em conta o diagnóstico, outras doenças, possíveis efeitos colaterais e a capacidade de manter o tratamento por meses ou anos. A orientação é que a decisão seja tomada com avaliação médica, e não apenas pelo preço ou pelo potencial de perda de peso.



