GUARULHOS — O medicamento experimental ALN-6457, destinado ao tratamento de Lito Souza, chegou ao Brasil na madrugada deste sábado (12). A liberação ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em uma operação conjunta da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A Receita Federal informou que a medida teve como objetivo acelerar o transporte da medicação, diante da urgência para o uso e da redução rápida do potencial terapêutico do produto com o passar das horas. A Anvisa havia autorizado a entrada do medicamento na semana passada, em caráter excepcional.
Desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals, o ALN-6457 não tem registro nem representante legal no Brasil. O produto ainda está em fase pré-clínica, e não foram iniciados estudos em seres humanos para avaliar sua utilização contra doenças degenerativas raras.
Lito Souza receberá a medicação por meio do uso compassivo, modalidade voltada a pacientes com doenças graves que não têm alternativas terapêuticas e procuram acesso a tratamentos experimentais.
O influenciador e especialista em aviação foi diagnosticado em agosto com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara causada por príons, proteínas alteradas. A doença pode evoluir rapidamente e levar à morte. Não há, atualmente, tratamento padrão capaz de interromper sua progressão.
Tremores, perda de memória, dificuldades na fala e perda de coordenação motora estão entre os sintomas mais frequentes. Desde o diagnóstico, Mila, esposa de Lito, busca alternativas experimentais, incluindo estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa.



