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Política

Zema e Cury se alinham contra o STF e concentram críticas em candidata da UP

Debate reuniu candidatos com até 1% nas pesquisas e teve desistências de Renan Santos e Ronaldo Caiado.

Cury e Zema trocam elogios, atacam STF e confrontam Samara em debate em SP
Foto: Reprodução

Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) evitaram ataques entre si e convergiram nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante debate realizado nesta sexta-feira. Os dois candidatos à Presidência concentraram os confrontos em Samara Martins (UP), única mulher entre os participantes.

O encontro foi transmitido pela internet e reuniu candidaturas que tinham até 1% nas pesquisas da Atlas/Intel: Samara, Cury e Zema. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) haviam confirmado presença, mas desistiram de última hora. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram participação.

Propostas para o STF

Zema chamou o STF de “tribunal da bandidagem” e defendeu uma reforma no Judiciário. O candidato afirmou ter sido o único chefe de Executivo estadual a protocolar pessoalmente um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Durante o debate, perguntou a Cury o que ele faria em relação ao Supremo.

Cury propôs mandato de oito anos para os ministros, além de mudanças na composição e na escolha dos integrantes da corte. Para ele, o STF tem atuado como legislador, enquanto o desequilíbrio entre os Poderes seria resultado da fragilidade do Congresso e da interferência do Executivo.

Zema apoiou as propostas e acrescentou a criação de idade mínima de 60 anos para ministros, o fim das decisões monocráticas e restrições à atuação política de parentes de magistrados dentro da área de atuação deles.

Os dois também defenderam punições para integrantes do Judiciário envolvidos em irregularidades. Cury disse que ministros corruptos deveriam ser investigados e afastados. Zema criticou o corporativismo e afirmou que “parece que eles não colocam para fora aquelas frutas podres”.

Divergências com Samara

Samara questionou Zema sobre uma política externa que, segundo ela, poderia ser submissa ao “imperialismo” dos Estados Unidos ou da China. O candidato respondeu que pretende retirar o Brasil do Brics, fortalecer blocos econômicos e ampliar o número de parceiros comerciais.

Zema também defendeu privatizações e citou a Venezuela ao responder à candidata. Na economia, Samara propôs ações para pequenos empreendedores, redução da jornada de trabalho e combate à pejotização. Cury sugeriu dividir o BNDES para ampliar o atendimento a microempresas.

Ao tratar da violência contra as mulheres, Samara criticou a proposta de Cury de usar drones na segurança pública. Ela afirmou que a medida seria insuficiente e defendeu independência econômica, com moradia, renda, creches, lavanderias coletivas e restaurantes populares. Também propôs responsabilizar plataformas digitais pela disseminação de conteúdo misógino.

Cury respondeu que a segurança deveria integrar, equipar e valorizar a Polícia Federal, as polícias Militar e Civil e as guardas municipais. Em outro momento, questionou se Samara conhecia termos e conceitos apresentados por ele.

Bolsa Família

Zema e Cury também criticaram Lula pelo aumento do Bolsa Família anunciado a 17 dias das eleições. A medida elevou o benefício em 15%.

Cury afirmou que Lula estaria usando “a dor dos outros para conquistar a Presidência”, mas defendeu o aumento. Zema classificou o anúncio como eleitoral, embora também tenha apoiado a ampliação do programa. O candidato disse que o Bolsa Família é importante e defendeu a criação de uma “porta de saída”.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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