A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (17) 24 mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Overclean, que apura um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. As ações ocorrem em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná, Espírito Santo e Bahia.
A PF havia solicitado autorização para realizar uma busca também contra ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. A Procuradoria-Geral da República concordou com o pedido, mas Kássio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, negou a medida. O gabinete do relator informou que não comentaria.
A décima fase da operação investiga suspeitas de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Desde o início das apurações, empresários, agentes públicos e operadores são investigados por possível participação em uma rede de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro.
Alvos da operação
Entre os alvos dos mandados está Bruno Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte. Ele foi exonerado em abril de 2025, após ser alvo da terceira fase da Operação Overclean.
A PF também cumpre medidas contra o empresário baiano José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e Alex Maciel, apontado por investigadores como empresário e sócio de Moura. José Marcos Moura atua no setor de limpeza urbana e já havia sido alvo de fases anteriores da operação.
Em agosto deste ano, Moura foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no esquema investigado. A apuração também trata de possíveis desvios de emendas parlamentares por meio de contratos e de suspeitas relacionadas a licitações.



