A candidata do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo da Bahia, Maria Bona, defendeu uma gestão tripartite das instituições de ensino, com participação dos estudantes nas decisões sobre escolas e universidades. A declaração foi dada durante entrevista realizada no sábado (19).
A proposta apresentada por Maria Bona prevê uma administração coletiva e mais transparência sobre o orçamento destinado à educação. Segundo ela, o programa do PCO reúne um diagnóstico dos principais problemas do Brasil, que também se manifestam na Bahia. A candidata afirmou que o setor educacional vem sendo sucateado no país.
“Os estudantes têm que ter voz, têm que escolher e verificar quais são as decisões tomadas pelas administrações das universidades e escolas em geral”, disse Maria Bona. Para ela, a participação estudantil deve fazer parte do processo de tomada de decisões.
Economia e candidatura
Maria Bona também defendeu uma reforma na gestão econômica do estado. Ao comentar a situação de Salvador, afirmou que existem mais de 200 favelas no município, com moradores sem acesso a serviços básicos, como saneamento e infraestrutura de qualidade.
A candidata ainda falou sobre o registro de sua candidatura, feito pelo PCO no último dia do prazo definido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Nascida em São, ela é a única mulher na disputa pelo cargo, conforme declarou na entrevista.
Maria Bona contou que sua escolha ocorreu após discussões internas no partido. “No PCO, tudo é muito democrático. Nós fazemos plenárias e, juntos, decidimos todas as questões”, afirmou. Ela disse que inicialmente ficou indecisa, mas aceitou a indicação depois de avaliar que sua candidatura poderia ser útil à legenda.
A entrevista encerrou uma série com os candidatos ao governo da Bahia. A ordem dos participantes foi definida por sorteio, e as conversas ocorreram entre 14 e 19 de setembro. Os candidatos responderam a perguntas dos apresentadores Andrea Silva e Vanderson Nascimento.



