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Flávio Bolsonaro questiona prisão de Filipe Martins durante visita no Paraná

Candidato à Presidência interrompeu a agenda de campanha e criticou Alexandre de Moraes após visitar o ex-assessor de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro questiona prisão de Filipe Martins durante visita no Paraná

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende “resgatar a credibilidade das instituições” caso seja eleito e criticou o ministro Alexandre de Moraes durante uma visita a Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Na saída do presídio, Flávio disse que a aplicação da Lei da Dosimetria poderia permitir que Martins estivesse em casa. A norma foi suspensa por Moraes até que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise ações que questionam sua validade. O candidato chamou o ministro de “uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal”.

A visita ocorreu neste sábado (5) e interrompeu os compromissos de campanha de Flávio. Também estiveram no presídio Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, e Filipe Barros (PL), candidato ao Senado.

Prisão após descumprimento de medida

Filipe Martins estava em prisão domiciliar até o dia 2 de janeiro deste ano. Ele foi levado para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza depois de descumprir a medida cautelar que proibia o uso de redes sociais. A decisão foi tomada por Alexandre de Moraes.

De acordo com a decisão, uma denúncia informou que Martins teria usado o LinkedIn para buscar perfis de terceiros. O ministro registrou que os advogados do réu reconheceram a utilização da rede social. Moraes afirmou que houve descumprimento da medida e que o acusado demonstrou desrespeito às regras impostas e às instituições democráticas.

Condenação no Supremo

Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela primeira turma do STF, em 16 de dezembro. Ele era assessor especial para assuntos internacionais da Presidência durante o governo Bolsonaro.

A condenação envolveu crimes como tentar abolir o Estado Democrático de Direito com violência ou grave ameaça; tentar depor o governo legitimamente constituído; destruir ou deteriorar patrimônio com violência ou grave ameaça; promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa com concurso de funcionário público; e destruir ou deteriorar bem protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

Martins e outros cinco réus do chamado “núcleo 2” foram condenados por integrar um dos núcleos de uma organização criminosa acusada de tentar manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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