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PL concentra candidatas na propaganda eleitoral em São Paulo e mira eleitorado feminino

Partido exibiu mulheres, incluindo uma candidata trans, enquanto campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula também buscaram dialogar com eleitoras.

PL concentra candidatas na propaganda eleitoral em São Paulo e mira eleitorado feminino
Foto: Reprodução/Sophia Barclay no Facebook

O PL concentrou candidaturas femininas na primeira semana de propaganda eleitoral na televisão em São Paulo, incluindo a participação de uma candidata trans. A estratégia foi adotada nos programas destinados aos postulantes a deputado federal e estadual e acompanha o foco de Flávio Bolsonaro no eleitorado feminino em sua campanha à Presidência.

No primeiro dia do horário eleitoral, em 28, o partido exibiu apenas candidatas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. No dia seguinte, os 2 minutos e 15 segundos reservados aos candidatos a deputado foram ocupados por Rosana Valle, Rita Zambelli, Katia Sastre e Tatiane Costa, com inserções de cerca de 30 segundos para cada uma.

Na noite de segunda (31) e na terça (1º), todas as peças de candidaturas femininas a deputado federal do PL veiculadas no estado incluíram Sophia Barclay, influenciadora que se define como "trans de direita anti-woke". Na quarta (2) e na noite de quinta (3), porém, foram exibidos apenas candidatos homens.

A maior parte das candidatas se apresenta como defensora dos direitos das mulheres e das crianças. Algumas também destacam posições conservadoras em temas de costumes. É o caso de Eduarda Campopiano, vereadora de Praia Grande e candidata a deputada estadual, que se descreve na propaganda como a "maior inimiga das feministas".

Candidaturas e regras eleitorais

O PL registrou 71 candidaturas a deputado federal em São Paulo, sendo 24 de mulheres, o equivalente a 33,8% do total. Para a Alesp, foram 95 candidaturas, das quais 30 são femininas, ou 31,58%. Os percentuais estão acima do mínimo de 30% previsto na Lei das Eleições.

A distribuição do tempo de televisão segue uma regra do TSE segundo a qual a presença de mulheres no horário eleitoral deve corresponder à proporção de candidaturas femininas registradas pela chapa. A verificação é semanal, sem compensação entre o início e o fim da campanha.

O financiamento eleitoral também segue uma proporção semelhante. Em 2018, o STF determinou que pelo menos 30% dos recursos do fundo partidário fossem destinados a candidatas. Meses depois, o TSE aplicou a mesma proporção ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

A cientista política Débora Thomé afirma que a mudança no financiamento levou os partidos a investir em candidaturas femininas competitivas. Para ela, o PL ampliou esse movimento nos últimos anos, impulsionado por Michelle Bolsonaro e pela percepção de que as mulheres representam um eleitorado relevante.

O advogado Fernando Neisser, professor de direito eleitoral na FGV, avaliou que dar espaço a candidatas pode funcionar como uma aproximação com as eleitoras. "Pode ser um teste que eles estão fazendo, mas certamente estão acima do mínimo necessário", disse.

Disputa pelo voto feminino

A mais recente pesquisa Datafolha citada no levantamento aponta que Flávio tem 36% dos votos entre os homens e 31% entre as mulheres. Lula aparece com 38% entre os homens e 39% entre as mulheres. Entre as mulheres, 4% estão indecisas e 7% declaram voto branco ou nulo. Entre os homens, os índices são de 2% e 5%, respectivamente.

Na propaganda nacional exibida em 29, Flávio apresentou um depoimento de sua mulher, Fernanda, e também afirmou ser casado com ela e pai de Luísa e Carol. Em uma peça voltada inteiramente às mulheres, disse que, em sua casa, quem manda são elas e defendeu que as mulheres sejam mais fortes.

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o eleitorado feminino no centro da comunicação. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, aparece como porta-voz dos direitos das mulheres. No terceiro dia de propaganda, Lula dedicou um programa inteiro ao segmento feminino.

A peça associou integrantes da família Bolsonaro a declarações machistas e terminou com críticas a Flávio e ao ex-presidente Bolsonaro. Janja afirma que Lula não se cala diante da violência contra as mulheres.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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