BELO HORIZONTE — Candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Cleitinho Azevedo, Luís Eduardo Falcão (Republicanos) negou, nesta quinta-feira (17), que a campanha tenha prometido acabar com o IPVA e com os pedágios nas rodovias estaduais. Durante o “Encontro com Candidatos”, ele defendeu a redução do imposto, o respeito aos contratos vigentes e uma maior transferência de recursos para os municípios.
Falcão afirmou que a proposta da chapa é diminuir a alíquota do IPVA. Ele comparou a cobrança em Minas Gerais com a do Espírito Santo e questionou se a diferença estimula o emplacamento de veículos no estado. O candidato também disse que evitaria ataques a adversários para concentrar a participação nas propostas.
Sobre os pedágios, Falcão declarou que os contratos devem ser mantidos, mas analisados individualmente. Segundo ele, a campanha pretende cobrar das concessionárias o cumprimento de todas as contrapartidas previstas.
Defesa dos municípios
Ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Falcão criticou o modelo de federalismo e apresentou o municipalismo como uma das prioridades da chapa. Ele afirmou que as prefeituras ficam com 10% dos impostos pagos pela sociedade, embora concentrem demandas e custos.
Na avaliação do candidato, a população procura principalmente os prefeitos para resolver problemas do dia a dia. Por isso, ele defendeu que mais recursos sejam destinados às cidades e que o governo estadual absorva parte das demandas atualmente concentradas nas administrações municipais.
Falcão também falou sobre a decisão de Cleitinho de disputar o governo de Minas. Ao comentar as mudanças de posição do senador antes da candidatura, citou as perdas do pai e do irmão mais novo de Cleitinho e disse que o período foi marcado por pressão. Segundo o vice, o candidato a governador está motivado.
Gastos e propostas
Sobre os gastos eleitorais, Falcão afirmou que a campanha dele e de Cleitinho desembolsou pouco mais de R$ 600 mil. Ele mencionou campanhas que, segundo disse, já gastaram R$ 15 milhões, R$ 12 milhões e R$ 10 milhões, e criticou o uso de recursos em propaganda eleitoral enquanto pessoas aguardam cirurgias.
O candidato defendeu a construção do Rodoanel e prometeu renegociar a dívida de Minas Gerais com a União. Também afirmou que pretende cobrar do governo federal a possibilidade de reinvestir, em estradas e hospitais regionais, parte dos recursos pagos mensalmente pelo estado.
Na política nacional, Falcão disse que nunca votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que não pretende votar nele. Ainda assim, afirmou que conversará com o presidente caso Lula seja eleito, especialmente sobre a dívida estadual.
O encontro ocorreu na sede do Minas Tênis Clube, com sócios e representantes da sociedade civil. Falcão recebeu o documento “Diretrizes da Sociedade Civil para o Desenvolvimento de Minas Gerais” e apresentou propostas da chapa para os desafios discutidos durante a sabatina.
Participaram do evento a diretora de Educação do Minas Tênis Clube, Flávia do Valle; a presidente do Diário do Comércio, Adriana Muls; o presidente do Minas Tênis Clube, Carlos Henrique Martins Teixeira; e o presidente do Codese-BH, Marcos Innecco. As instituições organizadoras defenderam o diálogo com as candidaturas e a participação da sociedade civil na definição de propostas para Belo Horizonte e outros municípios mineiros.



