Os candidatos ao Senado por Minas Gerais Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante) e Marcelo Aro (PP) apresentaram propostas e trocaram críticas durante o debate realizado na manhã desta terça-feira (8). Entre os temas discutidos estiveram as emendas PIX, a dívida do estado com a União, a relação entre os Três Poderes, a saúde, as terras raras, o trabalho e o emprego.
Na discussão sobre as emendas de transferência especial, Áurea Carolina defendeu o fim do modelo, que considera pouco transparente e difícil de fiscalizar. Ela afirmou que o volume de recursos indicado por parlamentares pode reduzir a capacidade de execução de políticas públicas e citou fraudes investigadas pelo Tribunal de Contas da União.
Carlin Moura avaliou que as emendas podem democratizar a distribuição do orçamento, desde que exista controle social. Arcanjo Pimenta considerou a modalidade rápida, mas defendeu correções e projetos estruturados para acompanhar a aplicação dos recursos. Marcelo Aro declarou apoio ao formato e afirmou ter enviado R$ 2 bilhões para os 853 municípios de Minas Gerais.
Sobre a dívida estadual, os candidatos defenderam a redução do impacto sobre as contas públicas, mas apresentaram caminhos diferentes. Carlin Moura e Marcelo Aro mencionaram o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), enquanto Áurea Carolina relacionou o endividamento à política de incentivos fiscais. Arcanjo Pimenta defendeu o acompanhamento da renegociação.
Na relação entre os Poderes, houve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defesa de reformas e manifestações favoráveis à apuração de denúncias. Áurea Carolina e Marcelo Aro divergiram sobre acusações envolvendo ministros do STF e instituições financeiras. Aro negou relações comerciais mencionadas pela adversária.
Para a saúde, os candidatos defenderam hospitais regionais, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), aumento de repasses aos municípios e uso de tecnologias como o teleatendimento. Na mineração, convergiram sobre a necessidade de ampliar os ganhos de Minas Gerais com as terras raras, embora tenham discordado sobre fiscalização, proteção ambiental e influência do setor.
No tema trabalho e emprego, foram discutidas a escala 6x1, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, a qualificação profissional e o apoio a micro e pequenas empresas. No bloco livre, os candidatos abordaram direitos das mulheres, segurança pública, representatividade racial e educação.
À tarde, participariam de outro debate Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Manoel Carvalho (MDB). Marília Campos (PT) e Carlos Viana (PSD) foram convidados, mas não participaram.



