O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, aumento de 15,04%, anunciado a 17 dias do primeiro turno.
Em entrevista, Caiado afirmou que o reajuste de R$ 91 teria caráter populista e acusou o governo de tentar influenciar o eleitorado. “Isso é brincar com a inteligência do brasileiro”, declarou.
O candidato também criticou a intenção de distribuir gratuitamente medicamentos para o tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na quarta-feira (16), ele já havia questionado novas despesas anunciadas pelo governo e mencionado o aumento do Bolsa Família.
Propostas para as contas públicas
Caiado disse que pretende encaminhar uma emenda constitucional para limitar o crescimento dos gastos públicos. Pela proposta, as despesas do governo federal poderiam crescer até 50% do avanço do Produto Interno Bruto (PIB).
O candidato também defendeu a revisão de isenções fiscais, subsídios, benefícios tributários e recursos destinados a programas sociais. A contenção de despesas está entre os pontos econômicos previstos em seu plano de governo, que inclui ainda a limitação do crescimento das despesas obrigatórias.
Outra promessa apresentada por Caiado é eliminar as emendas parlamentares impositivas e reduzir os repasses destinados aos Poderes e órgãos independentes. “Vou cortar 100% das emendas impositivas”, afirmou. Ele também propôs diminuir em 25% o repasse do duodécimo.
O reajuste do Bolsa Família foi anunciado pelo governo na quinta-feira (17). Segundo estimativas divulgadas pelo governo, a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026.
A mudança passou a ser questionada na Justiça Eleitoral. André Mendonça, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de uma representação apresentada contra o reajuste.



