O reajuste do Bolsa Família foi oficializado pelo governo federal, mas não será aplicado nas parcelas de setembro. A mudança, publicada nesta quinta-feira (17) por meio do Decreto nº 13.120, começa a valer na folha de outubro, quando o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691.
Os depósitos deste mês continuam seguindo o calendário definido pelo final do Número de Identificação Social (NIS), entre 17 e 30 de setembro. Os pagamentos com os valores atualizados terão início em 19 de outubro, sem que as famílias precisem fazer um novo cadastro.
Valores previstos
O reajuste será de 15,04%. Com a atualização, o governo estima que o benefício médio suba de R$ 675 para R$ 777. O cálculo considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Também haverá mudanças nos benefícios que compõem o programa. O Benefício de Renda de Cidadania aumentará de R$ 142 para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância passará de R$ 150 para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar subirá de R$ 50 para R$ 58.
Datas de setembro
O cronograma deste mês começa com os beneficiários cujo NIS termina em 1, que recebem em 17 de setembro. Os pagamentos para os finais 2, 3, 4 e 5 estão marcados para 18, 21, 22 e 23, respectivamente.
Na etapa seguinte, os NIS com finais 6, 7, 8, 9 e 0 recebem em 24, 25, 28, 29 e 30 de setembro. Moradores de municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal podem ter o pagamento antecipado. Em setembro, a medida alcança 179 municípios de sete estados.
Regras para continuar no programa
A previsão é de que nenhuma família dentro das regras do Bolsa Família receba menos que R$ 691 a partir da folha de outubro. Para manter o benefício, é necessário deixar o Cadastro Único atualizado e cumprir as exigências nas áreas de saúde e educação.
Entre as condições estão a frequência escolar, a vacinação das crianças e o acompanhamento pré-natal das gestantes.
O anúncio foi feito em um período próximo ao calendário eleitoral. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, se houver, está previsto para 25 de outubro. O governo afirma que a correção recompõe perdas inflacionárias acumuladas desde a última atualização dos valores, em 2023.
O impacto estimado da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. Assim, os pagamentos de setembro permanecem com os valores atuais, e o novo piso começa a ser pago em outubro.



