Pedro Javier Vivero Valdez, conhecido por interpretar Cirilo Rivera em Carrusel, construiu uma carreira distante da atuação depois de deixar a televisão ainda na adolescência. Aos 45 anos, o mexicano trabalha com comunicação e audiovisual e mantém vínculos ocasionais com o universo da novela.
O diagnóstico de esquizofrenia veio aos 23 anos. Em 2014, Pedro relatou uma crise psicótica durante a qual acreditou estar sendo perseguido. No episódio, ele usou um serrote e acabou decepando um dedo da mão esquerda. Ao falar sobre o caso no programa Tá na Tela, afirmou: “Foi uma situação muito forte e dolorosa”.
Da novela aos estudos de comunicação
Pedro interpretou Cirilo, um menino humilde apaixonado por Maria Joaquina, personagem vivida por Ludwika Paleta. Carrusel foi produzida pela Televisa e exibida originalmente entre 1989 e 1990. A trama abordava diferenças sociais e preconceito a partir da relação entre os dois estudantes.
No Brasil, a novela chegou pelo SBT em 1991. Depois da produção, Pedro também participou de La pícara soñadora, mas interrompeu a carreira artística durante a adolescência. Em seguida, direcionou os estudos para Ciências da Comunicação na UNAM.
Ele passou a atuar em atividades ligadas à comunicação e ao audiovisual. Registros também associam sua trajetória ao Centro de Capacitação Cinematográfica e a projetos do Centro Nacional das Artes.
Retornos ao universo de Carrossel
Mesmo longe das novelas, Pedro reapareceu em ocasiões relacionadas ao elenco. Em 2024, explicou que não participou do capítulo final da produção mexicana porque estava com catapora durante as gravações. Segundo o ator, a ausência não foi uma decisão da produção para diminuir a presença de Cirilo.
Em 2026, ele apareceu em registros de reencontros com integrantes do antigo elenco. As imagens mostraram mudanças na aparência do ex-ator, que deixou para trás a fase em que ficou conhecido na televisão infantil.
A esquizofrenia é uma condição de saúde mental associada à psicose e pode alterar a percepção da realidade. O tratamento pode envolver medicamentos, psicoterapia, intervenções familiares e reabilitação psicossocial. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas específico para a condição.



