Caio Mutai se prepara para uma nova sequência de trabalhos no audiovisual e no teatro. O ator confirmou duas produções para o Globoplay, um longa-metragem em que será protagonista, o retorno a um musical e o lançamento de Dorian Gray, gravado anteriormente.
As novidades chegam enquanto Furnas Fundas estreia nos cinemas e AYÔ inicia sua trajetória internacional, com passagens por Berlim e Nova York. Os dois projetos foram gravados em 2023 e 2024 e, segundo Mutai, representam a chegada ao público de trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos.
Novos projetos
Uma das séries que o ator finalizou tem estreia prevista no Globoplay para o ano que vem. Ele também confirmou outro projeto para a plataforma, ainda mantido em segredo, além de As Five, que já está disponível no serviço.
No cinema, Mutai deve começar ainda em 2026 as gravações de um longa que está em pré-produção há alguns meses. Ele será o protagonista. Para 2027, está previsto o lançamento de Dorian Gray, produção gravada em 2024.
O ator também vai voltar aos palcos. No início do ano que vem, começará os ensaios de um musical que marcará seu retorno aos licenciados da Broadway.
Representatividade
A fase profissional é acompanhada por uma reflexão sobre o espaço de artistas descendentes de asiáticos no audiovisual brasileiro. Mutai afirma que reconhece as próprias conquistas, mas também considera as dificuldades enfrentadas coletivamente. “A luta continua por todos nós”, declarou.
Ele conta que passou a receber mensagens de artistas e de pessoas que não trabalham no meio artístico. Para o ator, esses relatos mostram como a presença de profissionais amarelos nas telas pode ajudar outras pessoas a se reconhecerem.
Mutai também relata que começou a rever experiências que antes considerava normais. Nesse processo, passou a identificar situações que afetaram sua autoestima e a compreender como uma consciência estrutural racista influenciou a maneira como ele próprio se enxergava.
Yukun em Furnas Fundas
No filme, o ator interpreta Yukun, um vampiro. Para o papel, raspou a cabeça, teve o corpo pintado e usou próteses durante um processo de caracterização que foi ajustado desde os primeiros testes até o início das gravações.
A decisão de raspar o cabelo partiu do próprio Mutai. Ele descreveu a mudança como uma forma de deixar a vaidade de lado e se entregar ao personagem. A experiência também permitiu que explorasse uma produção fantástica com uma transformação física intensa, algo que desejava realizar no Brasil.
Ao falar sobre sua trajetória, o ator diz que colegas amarelos também foram referências para ele. Agora, espera que sua presença nas telas ajude outras pessoas e que a atuação conjunta amplie o espaço desses profissionais no audiovisual.



