A empresária e palestrante Sarah Andrade afirma que aprendeu a liderar sem abrir mão da própria forma de agir. Para ela, posicionamento não significa participar de todos os conflitos, mas reconhecer o próprio valor, dominar o trabalho e manter a voz sem precisar deixar outras pessoas confortáveis.
Antes de participar do BBB 21, sua primeira experiência no reality, Sarah construiu uma trajetória corporativa ligada à formação em Comunicação e aos estudos de business e neurociência. Ela diz ter comandado mais de 200 pessoas em áreas como construção civil, tabaco e cervejaria, setores que considera tradicionalmente masculinos.
Experiência em ambientes corporativos
Sarah conta que começou a carreira ainda jovem e, em algumas situações, era a mulher mais nova entre os presentes. Nesse contexto, precisou liderar profissionais mais velhos e experientes e afirma ter enfrentado momentos em que sentiu necessidade de comprovar sua competência com mais frequência do que um homem talvez precisasse.
Ao falar sobre o machismo estrutural nesses ambientes, a ex-BBB diz que não escolheu basear sua trajetória no enfrentamento permanente. Segundo ela, essas experiências mostraram que não era necessário adotar comportamentos masculinizados para conquistar respeito, mas encontrar uma maneira própria de liderar.
Opinião e conhecimento
Sarah também comenta o desafio de combinar uma formação acadêmica ampla com a rapidez exigida pelos conteúdos publicados na internet. Ela avalia que a rede ampliou o acesso à fala, mas ressalta que ter alcance não equivale a possuir conhecimento técnico.
A empresária afirma que continua estudando e evita usar um diploma como argumento de autoridade para qualquer tema. Também reconhece que isso não significa saber tudo ou poder falar como especialista sobre todos os assuntos.
O objetivo, segundo Sarah, é aproveitar o repertório acumulado para explicar temas complexos em uma linguagem que possa ser aplicada no cotidiano. Para ela, profundidade e linguagem acessível não são ideias incompatíveis.



