Donald Trump provocou uma reação diplomática da Islândia após publicar, na rede social Truth, um mapa que colocava a Islândia, a Groenlândia, o México, o Canadá e outras áreas sob a bandeira dos Estados Unidos.
A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Gunnarsdottir, convocou o embaixador norte-americano no país, Billy Long, para manifestar a desaprovação do governo islandês. Na reunião, ela classificou a publicação como “completamente inadequada”.
O mapa mostrava os Estados Unidos, o Canadá, a Groenlândia, o México, a América, o Caribe e a Islândia cobertos pelo símbolo norte-americano. A iniciativa gerou mal-estar diplomático entre os países.
A publicação ocorreu horas depois de a Comissão Europeia anunciar um investimento de € 200 milhões para a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Disputa em torno da Groenlândia
A União Europeia informou que os recursos serão destinados prioritariamente à exploração de minerais essenciais, ao aprimoramento das comunicações via satélite e ao desenvolvimento de projetos de energia renovável.
O investimento reforça o apoio europeu aos governos da Groenlândia e da Dinamarca. Os dois governos rejeitaram a campanha de Trump pela aquisição da ilha, defendendo a soberania do território.
A Groenlândia voltou ao centro das discussões internacionais após declarações anteriores de Trump em defesa de que os Estados Unidos deveriam adquirir a região, que é semiautônoma e pertence à Dinamarca.
A ministra islandesa expressou a Long o descontentamento do país com a atitude do ex-presidente. A convocação ocorreu em um momento de atenção internacional sobre a Groenlândia e seus setores estratégicos, incluindo minerais, comunicação por satélite e energia renovável.



