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Do FlexPai ao iPhone: como os celulares dobráveis chegaram à Apple

Formato passou por telas frágeis, diferentes desenhos e avanços tecnológicos antes da entrada da Apple no segmento.

Do FlexPai ao iPhone: como os celulares dobráveis chegaram à Apple

A história dos celulares dobráveis reúne tentativas de fabricantes chineses, sul-coreanos e americanas de encontrar um desenho capaz de combinar telas maiores e aparelhos compactos. A Apple entra agora nesse mercado com seu primeiro iPhone dobrável, em uma categoria que ainda representa uma parcela percentual de um dígito dos smartphones vendidos no mundo.

Das primeiras tentativas aos modelos de massa

A fabricante chinesa de telas Royole é reconhecida por ter apresentado, em 2018, o FlexPai, considerado o primeiro dispositivo dobrável desse tipo. O aparelho tinha uma tela de 7,8 polegadas que se dobrava para fora, mas recebeu críticas pelo software e pelas dobradiças de plástico.

Meses depois, a Samsung lançou o Galaxy Fold, vendido por US$ 2.000 e direcionado ao mercado de massa. O produto enfrentou relatos de telas quebradas e de descascamento de uma camada protetora. O episódio ficou conhecido como “foldgate”. A empresa adiou o lançamento e recolheu as unidades de demonstração.

A evolução do segmento também passou por disputas em torno do formato. O Galaxy Fold abria a tela para dentro e se transformava em um pequeno tablet. No fim de 2019, a Motorola relançou o Razr com desenho tipo concha, dobrando um celular de tamanho normal ao meio.

No mesmo ano, o Mate X, da Huawei, adotou uma tela única que envolvia a parte externa do aparelho. Em 2020, a Microsoft apresentou o Surface Duo, com duas telas separadas por uma dobradiça e sem uma tela flexível. Os aparelhos foram descontinuados depois.

A disputa pelos formatos

O Google entrou no segmento em 2023 com o Pixel Fold, de US$ 1.799. O modelo tinha o chamado formato de passaporte: uma tela mais larga e mais curta, que se abria de maneira semelhante a um minitablet.

Em 2024, os aparelhos com duas dobras representaram um novo avanço. A Huawei lançou, em setembro daquele ano, um modelo de US$ 2.800 que se dobrava em duas partes, formando um Z. O aparelho se tornou um sucesso de vendas instantâneo. A Samsung apresentou seu próprio smartphone com múltiplas dobras em dezembro do ano passado.

O formato de passaporte passou a separar as estratégias das fabricantes. O Google abandonou o desenho depois de 2023, enquanto a Samsung o adotou em um de seus aparelhos mais recentes. A expectativa é que a Apple também escolha esse caminho, mais adequado ao consumo de vídeos e outras mídias do que o formato alto, semelhante a um livro.

Mercado ainda enfrenta obstáculos

Os dobráveis atraem pela tela maior, mas ainda lidam com câmeras de qualidade inferior, menor duração da bateria e o vinco que pode aparecer no centro da tela quando o aparelho é aberto. Avanços na cadeia de suprimentos e na tecnologia tornaram os dispositivos mais resistentes e menos propensos a apresentar marcas na dobra.

O Fold 8, da Samsung, é citado como exemplo dessa evolução por apresentar uma redução significativa na dobra após anos de investimento. A empresa lidera hoje o mercado global de celulares dobráveis, com cerca de 40% de participação, seguida pela Huawei, com 30%, conforme a Counterpoint.

A entrada da Apple deve aumentar a concorrência no segmento premium. A IDC estima que as vendas de smartphones dobráveis cresçam quase 30% este ano, enquanto as vendas de aparelhos não dobráveis devem recuar quase 1,4%.

Para Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint, a categoria ainda tem espaço para crescer porque representa uma parcela pequena do mercado geral de smartphones. A Apple aposta que seu novo aparelho poderá repetir o impacto do primeiro iPhone, lançado em 2007 e associado à popularização das telas sensíveis ao toque.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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