As emissões de fundos de direitos creditórios (FIDCs) alcançaram 14,5 bilhões de reais em agosto, mais que o dobro do registrado em julho e o segundo maior volume mensal de 2026. No mesmo período, o deságio médio cobrado em operações de antecipação de recebíveis recuou de 2,88% ao mês para 2,74%.
Os dados são da Quick Soft, empresa de tecnologia para crédito estruturado. A análise reúne 300 FIDCs, 67.942 operações e 10.710 empresas cedentes. Em agosto, foram movimentados 14 bilhões de reais nesse conjunto de operações.
Além da redução do deságio, o prazo médio das operações aumentou de 46,5 para 49,2 dias. Na prévia de setembro, o deságio médio aparece em 2,77%, enquanto o prazo está em aproximadamente 49 dias.
A movimentação ocorre em um cenário de maior disponibilidade de recursos para os FIDCs e de disputa pelos recebíveis no mercado. Ainda não é possível afirmar que o aumento das captações tenha provocado a queda das taxas, já que mudanças na qualidade e no perfil dos recebíveis também podem ter influenciado o resultado.
Se o volume de dinheiro continuar crescendo mais rapidamente que a oferta de bons ativos, a tendência é de aumento da concorrência entre os financiadores e pressão sobre os retornos.


