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Ratings ganham espaço entre FIDCs que buscam investidores institucionais

Fundos de pensão passaram a exigir notas mínimas em algumas políticas, enquanto os FIDCs ampliam a captação e a disputa por recursos.

Ratings ganham espaço entre FIDCs que buscam investidores institucionais
Foto: Reprodução/Reprodução

Os ratings passaram a ter peso na disputa dos FIDCs por recursos de fundos de pensão e de outros investidores institucionais. Em algumas entidades, a classificação de risco já aparece como requisito para a compra de cotas, especialmente as seniores.

A Previplan estabelece, na política de investimentos para 2026, que os FIDCs tenham rating da própria emissão. O documento também define como nota mínima para crédito estruturado classificações equivalentes a A- nas escalas nacionais de S&P, Fitch e Moody’s.

Expansão do mercado

A exigência ocorre em um momento de crescimento da classe. Os FIDCs registraram captação líquida de 30,6 bilhões de reais no primeiro semestre, o equivalente a 16,6% dos 184,7 bilhões de reais captados por toda a indústria brasileira de fundos no mesmo período.

Com o aumento do volume de recursos e da quantidade de estruturas disponíveis, os investidores passaram a comparar mais operações. Para os gestores, a classificação de risco se tornou uma forma de apresentar a qualidade dos créditos mantidos nas carteiras e atender aos critérios de entidades com regras próprias.

As avaliações são atribuídas, em geral, a séries ou classes específicas, e não ao fundo inteiro. Entre os aspectos considerados estão a qualidade dos recebíveis, a inadimplência, a concentração da carteira, a subordinação e os mecanismos de proteção.

A lista recente da Moody’s Local reúne avaliações e monitoramentos de FIDCs ligados a Santander, BV, Volkswagen e Stellantis, além de operações de crédito de diferentes setores.

Rating como acesso ao capital

A Intra Asset também busca ampliar sua presença nesse mercado. O Intra Solidez FIDC recebeu da S&P rating definitivo brAA- (sf) para a 7ª série de cotas seniores e brBBB- (sf) para a primeira série de cotas mezanino B. Na escala nacional da agência, a faixa AA fica um degrau abaixo da classificação máxima.

Para Valdir Piran Junior, CEO da Intra, o investidor deve avaliar não apenas o retorno potencial, mas também os mecanismos que sustentam a operação. “O rating contribui para organizar essa leitura”, afirmou.

A classificação não é obrigatória para o funcionamento ou a captação de um FIDC. Porém, quando fundos com políticas próprias estabelecem notas mínimas, a ausência de rating pode limitar o acesso a parte do capital institucional. Nesse cenário, os gestores passam a disputar investidores não apenas pela remuneração oferecida, mas também pela avaliação de uma agência independente sobre a estrutura e a capacidade de pagamento da operação.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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