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Banco Central Europeu leva taxa de depósito a 2,50% e prevê inflação até 2028

A autoridade monetária elevou os juros pela segunda vez neste ano após a alta da energia e do petróleo acima de US$100.

Banco Central Europeu leva taxa de depósito a 2,50% e prevê inflação até 2028

A inflação na zona do euro deve permanecer acima da meta do Banco Central Europeu (BCE) até 2028, segundo as novas projeções divulgadas nesta quinta-feira, 10 de setembro. A autoridade monetária prevê alta de preços de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.

Para conter a pressão inflacionária, o BCE aumentou pela segunda vez neste ano a taxa de depósito, de 2,25% para 2,50%. A decisão alcança os 21 países que compartilham o euro e foi tomada em meio ao avanço dos preços da energia, agravado pela guerra no Oriente Médio.

Desde o final de agosto, ataques entre Estados Unidos e Irã atingiram alvos militares, de transporte marítimo e do setor energético. O conflito fez o petróleo voltar a ser negociado acima de US$100 o barril e elevou o temor de uma nova onda de aumentos de preços na região, que é grande importadora de combustíveis.

O BCE também revisou para cima parte das estimativas de crescimento e inflação. A atualização considera a resiliência inesperada da economia europeia e os efeitos dos combustíveis mais caros sobre outros preços. A instituição reiterou que a inflação deve ficar acima da meta de 2% por um período prolongado.

As projeções, porém, podem não ter incorporado totalmente o aumento mais recente da energia, especialmente do gás natural. O impacto desse combustível tende a ocorrer de forma mais lenta, mas pode ser mais significativo e duradouro sobre a inflação que exclui os custos de energia. Muitos países europeus dependem do gás para o aquecimento.

Próximos passos

Os mercados financeiros calculam que o BCE fará mais um aumento dos juros ainda neste ano, seguido por uma ou duas altas adicionais no próximo ano. Economistas, por outro lado, avaliam que a decisão desta quinta-feira pode ser a última por enquanto, embora tenha crescido a percepção de risco de um novo aperto monetário.

O banco central não sinalizou quais serão as próximas medidas. A instituição repetiu que as decisões dependerão dos dados econômicos que forem divulgados.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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