O Regime Fácil, programa da B3 voltado a empresas com faturamento de até R$ 500 milhões, movimentou R$ 161 milhões nos primeiros seis meses de funcionamento. Desde 16 de março, foram concluídas cinco operações de títulos de dívida corporativa.
As companhias participantes atuam nos setores de tecnologia, mídia, hotelaria, cosméticos e logística. Entre as operações realizadas, quatro foram emissões de notas comerciais e uma correspondeu a debêntures.
A proposta do modelo é reduzir as barreiras para empresas interessadas em acessar o mercado de capitais. Para isso, a B3 estabeleceu regras simplificadas e proporcionais ao porte das companhias, além de processos mais rápidos e custos menores.
O programa também prevê ofertas de ações, além das operações de dívida. A estrutura foi criada para conectar empresas de diferentes setores a investidores, mantendo medidas de transparência e proteção aos participantes do mercado.
Heitor Gomes, superintendente de Ofertas Públicas da B3, afirmou que os resultados iniciais indicam procura por formas de captação ajustadas às características de cada companhia. “O Regime Fácil é um marco importante para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao mercado de capitais”, disse Gomes em nota.
Orientação para as empresas
A B3 disponibilizou um guia para apoiar as companhias interessadas em aderir ao programa. O material reúne informações sobre as regras, os formatos de oferta e as etapas necessárias para a listagem.
Com o documento, as empresas podem consultar os procedimentos de preparação e captação dentro do Regime Fácil. A iniciativa busca atender negócios de diferentes perfis e ampliar o acesso a alternativas de financiamento no mercado de capitais.



