A Paramount Skydance poderá evitar uma multa diária de US$ 7 milhões aos acionistas da Warner Bros. Discovery depois de chegar a um acordo com a Califórnia e outros 11 Estados norte-americanos. A penalidade seria aplicada a cada dia de atraso no fechamento da operação após 30 de setembro.
O entendimento foi anunciado nesta segunda-feira (21) por uma fonte a par das negociações. Os Estados haviam protocolado uma ação judicial em julho para impedir a aquisição, avaliada em US$ 110 bilhões. Com o acordo, a fusão supera um dos últimos entraves regulatórios nos Estados Unidos.
Entre as condições está a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS. A medida busca preservar a autonomia jornalística das duas operações de notícias por cabo, que passarão a integrar a mesma propriedade de dois estúdios de cinema e dois serviços de streaming.
Também foi estabelecida uma multa de US$ 30 milhões por filme caso a Paramount não lance 30 títulos anualmente, conforme o compromisso assumido. As negociações ainda envolveram a previsão de um investimento de US$ 1,5 bilhão em produção no Estado da Califórnia e a promessa de não vender nenhum dos estúdios incluídos na fusão.
A ação dos Estados foi liderada por Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, e sustentava que a operação poderia reduzir a concorrência, permitir aumento de preços no cinema e na televisão e concentrar poder no setor de mídia. Os reguladores do governo do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump já haviam aprovado a aquisição.
Antes do acordo, foram avaliadas outras medidas, como a venda de alguns canais a cabo e a criação de um conselho voltado à independência editorial da CNN. Na União Europeia e no Reino Unido, os órgãos de defesa da concorrência já tinham autorizado a operação.




