GOIÁS — O penúltimo debate antes do primeiro turno teve como principais temas a saúde estadual e o aumento dos feminicídios em Goiás. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (24), pela Rádio CBN/O Popular, com a participação de Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL), Marconi Perillo (PSDB) e Luis Cesar Bueno (PT).
No primeiro bloco, Wilder questionou Marconi sobre segurança pública. O ex-governador afirmou que pretende adotar uma política de tolerância zero contra o feminicídio, com medidas mais rígidas, reforço das Patrulhas Maria da Penha e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Também citou a ampliação do efetivo policial, com incentivo ao retorno de veteranos e realização de novo concurso público.
Wilder atribuiu a política de defesa das mulheres à candidata a vice Ana Paula Rezende (PL). Mais tarde, Daniel disse a Luis Cesar Bueno que governos petistas contribuíram para o crescimento dos feminicídios com o avanço de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho. Bueno apontou a falta de Deams e afirmou que as mulheres são excluídas do governo. Daniel respondeu que tem sete mulheres no secretariado e prometeu liderar uma rede estadual de proteção caso seja eleito.
Saúde e confronto entre candidatos
No último bloco, Wilder questionou Daniel sobre os problemas no atendimento do SUS e perguntou se as medidas seriam adotadas imediatamente ou apenas no ano seguinte. Daniel reagiu afirmando que Wilder é senador há dez anos e que os goianos conhecem pouco de sua atuação no Congresso Nacional.
O governador também criticou a ausência de Wilder na votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), neste ano. Wilder justificou que não chegou a tempo por causa da demora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da rapidez da votação em plenário: “Durou sete minutos só no plenário, não cheguei a tempo”.
Na sequência, o senador afirmou ter enviado recursos por meio de emendas parlamentares para equipar hospitais. Daniel disse que não identificou esses recursos e declarou que as unidades estaduais mais recentes receberam equipamentos com verbas do Tesouro Estadual. O debate terminou com a troca de críticas entre os dois candidatos sobre a saúde pública e a atuação parlamentar.


