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Saúde

Adilson Mazio Costa morre aos 83 anos após diagnóstico de tumor no pulmão

Motorista aposentado da Sabesp, taxista e corintiano, Adilson enfrentou dois anos nas ruas e concluiu o ensino fundamental na vida adulta.

Adilson Mazio Costa morre aos 83 anos após diagnóstico de tumor no pulmão
Foto: Arquivo pessoal

Adilson Mazio Costa morreu no dia 25 de agosto, aos 83 anos, após ser internado no fim de maio e receber o diagnóstico de um tumor muito agressivo no pulmão. Ele deixou a mulher, os filhos Valéria Mazio Costa e Paulo André, as netas Maria Eduarda e Julia, além de sobrinhos e primos.

Nascido na Vila Maria, na zona norte de São Paulo, Adilson veio ao mundo em 9 de julho de 1943, embora o registro indique 5 de novembro. Era o segundo filho de Maria Conceição e Dionísio. Os dois se separaram quando ele ainda era muito novo, e Adilson não guardava lembranças do pai. Também tinha as irmãs Celina e Marlene, de outros relacionamentos da mãe.

Na adolescência, deixou a casa da família após desentendimentos e passou dois anos morando nas ruas. De acordo com a filha, Valéria, ele contou que não entrou para o crime nem usou drogas por causa de sua índole. Conhecido pelos vizinhos, fazia serviços no bairro até ser acolhido por uma família. Por algum tempo, viveu em Guarulhos com a tia da vizinha que o ajudou, antes de retornar à Vila Maria.

Trabalho, família e estudos

Depois de atuar em diferentes lugares, Adilson tornou-se motorista da Sabesp e se aposentou nos anos 1990. Um amigo da empresa o apresentou à cunhada, Maria Conceição Costa. Os dois se casaram em 1975, após oito meses de namoro, e tiveram uma união de 51 anos, com dois filhos.

Após a aposentadoria, ele trabalhou como taxista e foi síndico do condomínio onde viveu por quase 40 anos, em Guarulhos. Também retomou os estudos e concluiu o ensino fundamental pelo EJA (Educação de Jovens e Adultos), uma oportunidade que não teve na juventude.

Adilson fazia caminhadas diárias com a mulher, gostava de ouvir samba e preferia ficar em casa. Torcedor do Corinthians, acompanhava os jogos do time e também as partidas dos rivais. Assistia ainda a programas jornalísticos, filmes de aventura e ação e novelas.

“Pelo histórico, meu pai é um exemplo de alegria e superação”, afirmou Valéria. Segundo ela, o pai dizia estar no lucro por ter se casado, formado uma família e conhecido os netos, algo que não imaginava alcançar quando era jovem.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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