SÃO PAULO — Um levantamento sobre furtos de cabos em usinas de geração distribuída registrou 184 incidentes, sendo que 110 ocorreram em 23 unidades. O balanço foi reunido por oito grupos e levou representantes do setor a buscar medidas com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo nesta terça-feira, 15.
Entre as 148 usinas analisadas, 85, o equivalente a 57%, foram atingidas pelo menos uma vez. Trinta e cinco unidades sofreram ataques em mais de uma ocasião, segundo os dados apresentados pelo setor.
Prejuízo estimado
O impacto financeiro chega a 14,7 milhões de reais. Desse total, 9,3 milhões de reais correspondem somente a 2026. No primeiro semestre, foram contabilizadas 92 ocorrências, ante 19 no mesmo período de 2025, uma alta de 384%.
A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos (ABGD), a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e empresas do segmento, incluindo a Órigo Energia, participam da reunião com a secretaria paulista.
A agenda prevê a discussão de ações conjuntas para tentar reduzir os furtos. Entre as medidas está o combate à receptação do cobre retirado das usinas. O setor também iniciou diálogo sobre o tema com autoridades de segurança de Minas Gerais.



