Salvador, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Salvador 24°C 23° / 28° Mega-Sena 3058: 14 · 23 · 53 · 56 · 57 · 60
Perto de você
Política

PF aponta atuação de Eduardo Bolsonaro na gestão de recursos do filme “Dark Horse”

Relatório afirma que ex-deputado orientou o envio de recursos a um fundo nos Estados Unidos ligado a seu advogado.

Eduardo orientou gestão de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF

Um relatório da Polícia Federal aponta que Eduardo Bolsonaro orientou como seriam administrados nos Estados Unidos os recursos enviados para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. O dinheiro foi transferido por Daniel Vorcaro, fundador do Master, e destinado a um fundo que tinha entre os gestores o advogado do ex-deputado.

Os documentos foram divulgados em 11.set.2026, após André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo das investigações. A medida foi tomada a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte, e da Procuradoria Geral da República.

A investigação se baseia em dados extraídos do celular de Vorcaro. Conforme a PF, intermediários repassaram orientações atribuídas a Eduardo. Em 21 de março de 2025, Thiago Miranda, então dono do portal Leo Dias, enviou ao empresário uma captura de tela de uma conversa atribuída ao ex-deputado. O diálogo tratava do modo de administrar os recursos nos Estados Unidos e mencionava Altieres Santana.

Santana é descrito pela PF como corretor nos Estados Unidos, com experiência nos mercados imobiliário e financeiro. Ele administrava o fundo Havengate Development Fund LP em sociedade com Paulo Sérgio Camin Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Repasses ao fundo

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras mostram que a Entre Investimentos e Participações Ltda. transferiu US$ 12,3 milhões ao Havengate ao longo de 2025. O contrato de financiamento do filme previa US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões à época.

A PF afirma que o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas, que prometia green card aos investidores, mas não foi executado. A estrutura ficou inativa por 4 anos e voltou a operar em fevereiro de 2025 para receber os valores destinados à produção cinematográfica.

Também foram registradas tratativas para reuniões presenciais. Em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro pretendiam marcar um encontro sobre o andamento do financiamento.

A apuração busca esclarecer a atuação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luís Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sérgio Camin Calixto, Altieres Santana e outros envolvidos na montagem, cobrança e destinação dos aportes financeiros. Eduardo Bolsonaro foi procurado, mas não havia respondido até a divulgação das informações.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.