A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou, nesta sexta-feira (11), que a decisão da Justiça Eleitoral contra o uso de mulheres nuas, seminuas ou com o corpo pintado em atos de campanha representa uma derrota política para ACM Neto (União Brasil). A determinação do TRE-BA estabelece multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Para Marta, o episódio também evidencia o machismo estrutural no grupo político que apoia a candidatura de Neto ao governo da Bahia. A manifestação ocorreu após duas mulheres aparecerem nuas e com os corpos pintados sobre um carro de som ligado a um aliado do candidato, em São Cristóvão.
“Essa decisão é uma derrota para ACM Neto porque escancara o machismo estrutural que permitiu que uma situação como essa acontecesse dentro de uma estrutura de campanha”, declarou a vereadora.
Marta disse que o caso não deve ser atribuído apenas à iniciativa individual de um eleitor ou candidato. Na avaliação dela, campanhas envolvem lideranças, coligações, aliados e valores, o que manteria a responsabilidade política sobre o que é levado aos atos eleitorais. A vereadora afirmou que a decisão judicial reforça esse entendimento.
Críticas à cultura política
A petista também relacionou o episódio a uma forma de fazer política marcada, segundo ela, pela concentração de poder e pelo autoritarismo. Marta mencionou o coronelismo, o mando e a concentração das decisões nas mãos de poucos homens como elementos de uma estrutura que, em sua avaliação, precisa ser superada.
Ela defendeu que as mulheres sejam reconhecidas como sujeitos de direitos, com voz, autonomia e participação política, e afirmou que seus corpos não devem ser usados como instrumento de campanha.
Marta citou ações do governo Jerônimo Rodrigues em parceria com o presidente Lula, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), as Salas Elas à Frente e a Casa da Mulher Brasileira. Para a vereadora, a decisão eleitoral representa uma vitória da luta das mulheres e um alerta contra práticas de machismo e misoginia na política.



