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Política

Jones Manoel critica comunicação da esquerda e defende agenda voltada ao futuro

Historiador e candidato a deputado federal em Pernambuco afirma que a esquerda demorou a ocupar as redes e não responde às dificuldades econômicas da juventude.

Jones Manoel critica comunicação da esquerda e defende agenda voltada ao futuro

O historiador Jones Manoel (PSOL), candidato a deputado federal em Pernambuco, avaliou que a esquerda brasileira demorou a ocupar as redes sociais e, ao tentar dialogar com os jovens, adota uma comunicação que pode parecer artificial. Para ele, o problema também está na falta de propostas capazes de apresentar um futuro melhor.

Jones afirmou que a direita entrou primeiro no ambiente digital e aproveitou a insatisfação com o sistema político. Ele citou a atuação de canais ligados a Olavo de Carvalho, ao Instituto Mises e ao Instituto Liberal. O primeiro canal marxista de grande sucesso no YouTube, segundo o historiador, foi o de Sabrina Fernandes, de 2017, depois do golpe contra Dilma Rousseff.

Na avaliação dele, as estruturas partidárias de esquerda também resistem à comunicação digital por serem mais centralizadas e hierárquicas. Jones disse que a internet permite a pessoas sem tradição política interferir no debate público sem passar pela aprovação de dirigentes partidários.

Juventude e economia

Para Jones, a esquerda não consegue responder às dificuldades econômicas enfrentadas por jovens e trabalhadores. Ele mencionou o endividamento de 90 milhões de brasileiros, os juros altos, o aumento do custo de vida e a precarização do trabalho.

O historiador afirmou que sua geração esperava alcançar emprego estável, casa própria e melhores condições financeiras após o acesso ao ensino superior. Ele disse ter 36 anos, não possuir casa própria nem carro e estar fazendo doutorado, com baixas expectativas de empregabilidade compatíveis com sua formação.

“A mensagem da esquerda hoje é muito voltada para o passado, oferece poucas alternativas de futuro”, declarou. Na avaliação dele, destacar programas e ações de governos anteriores não basta para conquistar a juventude. A extrema direita, embora apresente uma proposta que Jones considera falsa e equivocada, consegue oferecer uma narrativa de futuro baseada em privatizações, desregulamentação e redução de direitos trabalhistas.

O candidato também criticou a forma como setores progressistas tratam o mercado de trabalho. Para ele, afirmar que o país tem o menor desemprego da história não responde à situação de quem passa 12 horas fazendo entregas de bicicleta para o iFood.

Referências políticas

Jones elogiou as comunicações de Erika Hilton e Sâmia Bomfim. Entre os nomes da direita, apontou Nikolas Ferreira como alguém capaz de pautar o debate e deslocar discussões negativas para a direita e a extrema direita.

Ele também avaliou positivamente a comunicação de Michelle Bolsonaro em um vídeo sobre a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Para Jones, a peça se destacou pelo enquadramento, pela roupa, pela forma de falar e pela mensagem política.

Ao comentar experiências nos Estados Unidos, o historiador citou Zohran Mamdani como exemplo de político que combinou propostas críticas ao capitalismo com demandas imediatas por serviços públicos. No Brasil, defendeu uma lei de teto de juros como medida de amplo apelo popular.

Jones comparou Mamdani ao Guilherme Boulos da campanha de 2020 e disse que Boulos abandonou uma atuação que, naquele momento, incluía o enfrentamento à especulação imobiliária e a defesa da moradia popular.

Avaliação do governo Lula

Sobre o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jones disse que o principal mérito de Lula é não ser fascista nem de extrema direita. Afirmou que votará nele por considerá-lo o candidato mais competitivo para derrotar Flávio Bolsonaro, mas avaliou que o governo não entregou reformas estruturais.

O historiador também lamentou que a esquerda não tenha formado uma candidatura presidencial marxista com capacidade de comunicação. Ele afirmou esperar que isso aconteça em 2030 e disse que gostaria de ser o candidato.

Entre os debates que gostaria de realizar, citou Nikolas Ferreira e Fernando Haddad. Sobre Haddad, afirmou que pretende apresentar a diferença entre uma proposta comunista e uma progressista, além de sustentar que o PT recebe injustamente a fama de ser comunista.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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