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Flávio Bolsonaro nega boato sobre padroeira e Justiça manda retirar posts

Levantamento apontou 180.857 comentários sobre a falsa informação em 20 horas; decisão do TSE determinou remoção das publicações.

Flávio Bolsonaro nega boato sobre padroeira e Justiça manda retirar posts

O senador Flávio Bolsonaro negou ter apoiado qualquer proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. Na noite de sexta-feira, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que Meta, X, TikTok e YouTube removessem imediatamente publicações relacionadas ao boato.

Na decisão, Mendonça classificou como inverídica a afirmação de que Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família teriam proposto, articulado ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil.

“É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil”, declarou Flávio a jornalistas após participar de uma cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O senador também afirmou respeitar todas as religiões e disse que não cabe ao Estado interferir na Igreja Católica.

Reação nas redes sociais

O caso foi analisado pela Vox Radar, empresa de monitoramento de redes sociais. Em 20 horas, o tema gerou 180.857 comentários, publicados por 139.677 perfis, além de 902 mil curtidas. Os primeiros comentários surgiram na noite de quinta-feira, 24. O maior volume ocorreu na manhã de sexta-feira (25), com pico às 14h: 33 643 comentários em uma hora.

A origem da informação foi associada ao projeto legislativo 2.623/2007, apresentado pelo então deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli. A proposta pretendia trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos”. O projeto foi arquivado em 2008. Galli foi assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro em 2019.

A correção sobre o caso foi divulgada posteriormente, com pedido de desculpas pelo erro. Ainda assim, a Vox Radar identificou que a conversa se concentrou principalmente em dois temas: a alegação de uma suposta “fake news do PT” e o erro na divulgação da informação, com 46.827 menções; e a relação entre fé e voto católico, com 47.104.

Divisão por posição política

Do total de comentários analisados, 36% desmentiam ou demonstravam descrença no boato, enquanto 26% acreditavam na informação ou repetiam as menções. Entre usuários declarados católicos, 47% afirmaram acreditar no boato e 14% o desmentiram.

A empresa apontou ainda que 44.712 comentários vieram de pessoas sem lado político identificado. Nesse grupo, 32% acreditavam na informação, 9% a desmentiam e 33% não apresentavam posição.

A Vox Radar também registrou que os comentários contrários ao boato foram mais numerosos, mas as publicações favoráveis somaram mais curtidas. Na avaliação da empresa, a correção e a negativa de Flávio circularam principalmente entre pessoas que já o apoiavam, enquanto tiveram menor alcance entre usuários católicos e sem posicionamento político declarado.

O projeto de lei foi citado em 4.401 comentários. A análise apontou que o episódio desviou o senador de sua agenda a nove dias da eleição. A campanha anunciou ainda uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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