A falta de trabalhadores, apontada como um desafio no setor de serviços, também chegou às campanhas eleitorais, afirmou o deputado federal e candidato ao Senado Dr. Zacharias Calil (MDB). Em entrevista ao quadro Manhã Bandeirantes & Opinião em Debate, da Rádio Bandeirantes, ele relatou dificuldades para contratar cabos eleitorais durante as mobilizações.
Calil relacionou o cenário à necessidade de políticas públicas que estimulem a entrada de pessoas no mercado de trabalho. Para ele, devem ser criados incentivos trabalhistas além do Bolsa Família.
Ao comentar a situação no setor de serviços, o deputado citou vagas em postos de gasolina, supermercados e padarias. “Você passa aí num posto de gasolina, falta frentista.Tanto é que eles nos procuraram para que a gente possa colocar pelo menos 50%, de 30% a 50% com as bombas automáticas”, afirmou.
Segundo o candidato, a dificuldade também interfere na organização das campanhas. “Agora na campanha, muita gente reclamando que não tem cabo eleitoral, que você tem que contratar”, declarou.
Regras do Bolsa Família
O texto também discutiu a relação entre a falta de mão de obra e o Bolsa Família. Empresários apontam que as regras do programa poderiam desestimular a busca por vagas no setor de serviços. Outra percepção citada é a de que a carteira assinada e o emprego formal encerrariam automaticamente o benefício.
As regras do programa federal permitem que o beneficiário trabalhe com carteira assinada. A permanência depende da renda familiar por pessoa, e não é proibida pela formalização do emprego.
Quando a renda por pessoa da família permanece em até R$ 218, o benefício é mantido. Caso esse limite seja ultrapassado, a família pode entrar na Regra de Proteção e continuar recebendo 50% do valor anterior por até 18 meses.
Para participar dessa regra, a renda mensal por pessoa não pode passar de R$ 706,00.



