MINAS GERAIS — Partidos políticos, empresários e pessoas físicas estão entre os principais doadores das campanhas dos candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Os valores são informados pelas candidaturas à Justiça Eleitoral e publicados na página de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atualização semanal.
Até 18 de setembro, Alexandre Kalil (PDT) havia recebido R$ 14 milhões do diretório nacional do próprio partido, o equivalente a 99,24% das doações. As direções nacional e estadual do PSDB, que integra a coligação com o PDT, aparecem em seguida, com R$ 100 mil no total. Jorge Luiz da Silva e José Mário da Silva doaram R$ 3.150 cada um.
A campanha de Ben Mendes (Missão) tinha como principal doador o próprio partido, responsável por R$ 120 mil, ou 97,95% da arrecadação, até 21 de setembro. Uma empresa de financiamento coletivo repassou os R$ 2.507 restantes.
Empresas e empresários entre os maiores doadores
Cleitinho Azevedo (Republicanos) recebeu R$ 100 mil do empresário Eduardo Pinheiro Campos até 19 de setembro. Ele é um dos donos da Terra Brava Agropecuária e da construtora Emccamp. Lucas Cândido Pereira Neto doou R$ 60 mil, enquanto Rodrigo Andrade de Souza Lima contribuiu com R$ 51 mil. Paulo Veloso Júnior e Elias Ferreira Caixeta aparecem na sequência, com R$ 50 mil cada um.
Flávio Roscoe (PL) recebeu R$ 2,6 milhões da direção nacional do partido e cerca de R$ 1,67 milhão do diretório regional até 21 de setembro. O total corresponde a 37,23% das doações. Carlos Geo Quick aparece depois, com R$ 900 mil. Ele é ex-controlador do Banco Neon e responde a processo por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN) desde 2025.
A defesa de Quick afirmou que o processo tramita sob sigilo e, por isso, não poderia "emitir nota sobre seu teor". Robert Carlos Lyra e Ailton Ricaldoni Lobo doaram R$ 500 mil cada um como pessoas físicas.
Arrecadação dos demais candidatos
Gabriel (MDB) tinha recebido R$ 3,15 milhões do partido até 22 de setembro, valor equivalente a 89,74% das doações. Ricardo Annes Guimarães contribuiu com R$ 200 mil; Lucas Felipe Melo Couto, com R$ 100 mil; Alberto Lage, com aproximadamente R$ 35 mil; e André de Souza Simil, com R$ 10 mil.
A única doação registrada para Henrique Áreas (PCO) até 18 de setembro era a do próprio partido, no valor de R$ 10 mil. A candidatura constava como "não regular e com pedido de registro julgado indeferido" pela Justiça Eleitoral. Áreas recorreu da decisão e aguardava julgamento por instância superior.
Indira Xavier (UP) tinha como maior fonte de recursos uma empresa de financiamento coletivo, que repassou cerca de R$ 14,3 mil até 18 de setembro. O valor correspondia a 51,19% das doações. O partido contribuiu com R$ 10 mil. Hudson Dyele Pinheiro de Oliveira doou R$ 881,23; Eliza Corina Godoi Ferreira, R$ 800; e Maria Regina Godinho Delgado, R$ 540.
Mateus Simões (PSD) recebeu R$ 6,5 milhões do diretório nacional do partido até 17 de setembro, o equivalente a 48,71% das doações. As direções estaduais do Novo e do PSD contribuíram com cerca de R$ 2,68 milhões e R$ 1,07 milhão, respectivamente. O Avante repassou aproximadamente R$ 728,8 mil. Alfonso de Castro Gonzalez doou R$ 500 mil.
Patrus Ananias (PT) recebeu cerca de R$ 13,36 milhões do diretório nacional do partido até 22 de setembro, correspondentes a 99,43% das doações. A direção estadual do PSB contribuiu com R$ 50 mil. Ângela Maria Carrato Diniz doou R$ 14 mil; Antônio Luiz Bernardes, R$ 10 mil; e César Coelho Xavier, R$ 2 mil.
Até 16 de setembro, a única doação para Professor Túlio Lopes (PCB) era de uma empresa de financiamento coletivo, responsável por cerca de R$ 11,16 mil. Para Rafael Duda (PSTU), a única doação registrada até 10 de setembro vinha da direção nacional do partido, no valor aproximado de R$ 153,5 mil.



