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Setur-BA arquiva sindicância sobre denúncias contra chefe de gabinete

Comissão concluiu que não houve comprovação de assédio moral ou infração administrativa; caso segue em apuração na Corregedoria Geral do Estado.

Setur-BA arquiva sindicância sobre denúncias contra chefe de gabinete
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) arquivou a sindicância que apurava denúncias de assédio moral, perseguição, abuso de autoridade e humilhações contra a chefe de gabinete Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri. A decisão foi tomada após a comissão responsável concluir que os fatos relatados não foram comprovados.

De acordo com a Setur-BA, as partes envolvidas e testemunhas foram ouvidas, com garantia do direito ao contraditório. A comissão identificou versões conflitantes e afirmou não ter encontrado provas concretas de assédio moral nos episódios denunciados. A pasta também informou que localizou provas materiais contrárias ao teor apresentado pela denunciante.

O colegiado concluiu pela inexistência de infração administrativa e pela ausência de justa causa para aplicação de penalidade. Com o arquivamento, os interessados foram notificados.

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), no entanto, informou que o caso continua em apuração na Corregedoria Geral do Estado (CGR).

Relatos apresentados nas denúncias

Uma servidora afirmou que era frequentemente chamada por Giulliana para receber críticas ao trabalho e que, em algumas situações, era exposta diante de outros funcionários. Segundo o relato, documentos chegavam a ser corrigidos repetidamente, com alterações de palavras e novas orientações.

A funcionária também disse que servidores deixaram a secretaria ou foram exonerados depois de conflitos com a chefe de gabinete. Ela citou o caso de uma colega que trabalhou até quase 22h de uma sexta-feira e teve a exoneração publicada no Diário Oficial do Estado no sábado.

A denunciante relatou ainda ameaças relacionadas aos cargos dos servidores e afirmou que Giulliana dizia que uma funcionária investigada em processos internos “ia sair presa da Setur”, antes da conclusão das apurações. Também declarou que era responsabilizada por demandas que desconhecia e que recebia prazos considerados inviáveis, de cinco ou dez minutos, para concluir processos complexos.

A servidora afirmou ter desenvolvido crises de ansiedade durante o período em que trabalhou diretamente com a chefe de gabinete. Ela também disse ter recebido informações de que outra funcionária precisou ser afastada por seis meses por problemas de saúde relacionados ao ambiente de trabalho.

Expediente e atribuições

Entre os episódios relatados, a servidora afirmou que havia informado precisar sair às 18h para buscar a filha na escola. Segundo ela, mesmo sabendo da situação, Giulliana encaminhava demandas urgentes no fim do expediente e teria dito: “você só sai daqui quando eu quiser”.

A funcionária também acusou colegas de serem orientados a executar tarefas que não faziam parte de suas atribuições, como buscar almoço, levar roupas para conserto e limpar os óculos da chefe de gabinete.

O episódio que teria motivado a formalização das denúncias ocorreu durante o plantão do São João deste ano. Conforme o relato, na ausência do secretário da pasta, Giulliana discutiu com uma servidora dentro do elevador e voltou a repreendê-la no dia seguinte por causa da fiscalização de eventos. No domingo seguinte, três servidoras protocolaram denúncias na Ouvidoria e na Corregedoria Geral do Estado.

Ex-servidora também relatou perseguição

Uma mulher que trabalhou com Giulliana na Setur por cerca de dois anos afirmou ter sofrido perseguição e pediu exoneração por não suportar mais o ambiente de trabalho. Ela relatou problemas de saúde, incluindo aneurisma e câncer de intestino, e disse que ficou um ano e meio de cama, sob acompanhamento de psiquiatras.

A ex-servidora contou que pessoas de seu setor foram transferidas, enquanto ela deixou de receber respostas a telefonemas, mensagens e e-mails. Depois de registrar denúncia na Ouvidoria Geral do Estado e na Corregedoria Geral do Estado, foi transferida para outro setor da Secretaria de Turismo.

Segundo o relato, documentos produzidos por ela continuaram sendo revisados pela chefe de gabinete. A servidora também apontou como possíveis retaliações a retirada de seu ramal telefônico e a suspensão temporária do serviço de copa para duas outras denunciantes.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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