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Relato de suposto objeto voador na Lagoa da Berreca segue sem comprovação

História sobre seres encontrados em estrutura metálica foi registrada em livro, mas não há documentos, fotos ou evidências materiais do caso.

Relato de suposto objeto voador na Lagoa da Berreca segue sem comprovação

Um relato sobre a suposta queda de um objeto voador na Lagoa da Berreca, no bairro Registro, continua cercado de dúvidas. A história teria ocorrido na manhã de 12 de janeiro de 1995, quando o fazendeiro Roberto Lima, conhecido como Seu Beto, teria encontrado na água uma estrutura metálica semelhante a uma grande bacia, com tamanho aproximado ao de um Fusca.

De acordo com o relato contado pelo ambientalista João Dias, o objeto teria uma parte acoplada e uma espécie de porta. Dentro da estrutura estariam dois seres: um pequeno, peludo e com unhas ou garras grandes; e outro de aparência mais próxima à humana, sem cabelos, com olhos grandes, braços e pernas proporcionais ao corpo e cerca de cinco dedos nas mãos.

Dias afirmou ter ouvido a história diretamente de Seu Beto, dois dias depois do suposto episódio. Segundo o ambientalista, o fazendeiro disse que havia ido à lagoa para caçar aves aquáticas quando percebeu o objeto parcialmente submerso. Uma gosma azul teria saído da estrutura, e um vaqueiro teria ajudado a retirá-la da água. “Eu fiquei arrepiado”, lembrou Dias.

Registro em livro e versões diferentes

Em 1999, o jornalista, artista plástico e pesquisador de ufologia Alberto Romero publicou o caso no livro Verdades que incomodam. Na obra, o episódio é descrito como a queda de um objeto do tamanho aproximado de um Fusca em uma lagoa próxima a Feira de Santana. O registro menciona dois corpos retirados da estrutura.

A versão apresentada no livro tem diferenças em relação ao relato de Dias. Uma das criaturas teria cerca de 90 centímetros, aparência humana e estaria morta. A outra seria peluda, teria garras compridas nas mãos e nos pés e ainda estaria viva. O texto também registra que o objeto teria emitido uma luz e liberado um líquido gosmento.

Romero afirmou que pretendia investigar o caso, mas não conseguiu examinar os supostos seres. Depois, uma mulher que se identificou como esposa do fazendeiro teria negado o episódio por telefone. O pesquisador levantou hipóteses como mentira ou armadilha, mas anos depois passou a considerar possível que o caso tivesse acontecido.

Suposta participação do Exército

Outro elemento da história é a alegação de que militares teriam ido à fazenda para retirar o objeto e os corpos. Conforme o relato atribuído a Seu Beto, a operação teria usado dois caminhões e um jipe.

Romero também registrou que uma pessoa teria visto, por volta das 5h ou 5h30 da manhã, três caminhões deixando o 35º Batalhão de Infantaria, em Feira de Santana, rumo à região da fazenda. O pesquisador relacionou o episódio a um suposto apagão na madrugada de 12 de janeiro de 1995.

João Dias disse que conversou com comandantes que passaram pelo Exército, mas nenhum deles comentou o assunto. O 35º Batalhão de Infantaria Batalhão Luiz Barbalho Bezerra informou que desconhece o caso e não encontrou documentação referente ao fato relatado em 1995.

Não foram localizados registros independentes, fotografias ou outras evidências materiais que comprovem a queda, a retirada da estrutura ou a existência dos supostos seres. Também não há documentos que confirmem o apagão ou uma ligação dele com o episódio.

Mudanças na Lagoa da Berreca

Além do mistério, a lagoa passou por transformações ambientais ao longo das últimas décadas. Segundo João Dias, o local era conhecido anteriormente como Lagoa do Registro. O nome atual teria se popularizado na década de 1990, quando o lago começou a perder água e apresentar sinais de degradação.

A área, que tinha mais árvores e menor ocupação urbana em 1995, hoje apresenta assoreamento, lixo, poluição e problemas relacionados ao esgotamento sanitário. Também houve redução da biodiversidade, com menor presença de aves, peixes nativos e camarões.

A bióloga Taise Bomfim de Jesus, professora da Universidade Estadual de Feira de Santana, apontou a urbanização desordenada como um dos principais problemas do local. Ela citou construções irregulares, fossas e falta de controle em estações de tratamento de condomínios.

Para a professora, a recuperação ambiental é possível se as ações que provocam os impactos forem interrompidas. Enquanto isso, o episódio do suposto objeto voador permanece baseado em relatos e registros escritos, sem comprovação pública das principais evidências.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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