Salvador, Domingo, 27 de setembro de 2026
Salvador 25°C 25° / 28° Mega-Sena 3062: 5 · 9 · 11 · 17 · 18 · 38
Perto de você
Pernambuco

Mural de Milton Nascimento ocupa empena de edifício no centro de Belo Horizonte

Obra de 1,6 mil metros quadrados retrata duas fases da carreira do cantor e reúne referências ao cerrado e à cultura mineira.

Mural de Milton Nascimento ocupa empena de edifício no centro de Belo Horizonte
Foto: TV Globo

Um mural de 1,6 mil metros quadrados passou a ocupar a empena de um edifício na região central de Belo Horizonte. A obra foi concluída na sexta-feira (25), véspera do aniversário de 84 anos de Milton Nascimento, celebrado neste sábado (26).

Instalado na Avenida Álvares Cabral, entre as ruas Espírito Santo e Timbiras, o painel retrata o cantor e compositor em dois momentos da carreira. A homenagem já atrai moradores e visitantes, que param no local para fotografar a pintura. Para a professora Soraia Roberta, o espaço se tornou um novo ponto de interesse da capital mineira.

"Virou cartão-postal, virou ponto turístico e, mais que merecido. É mais uma página do Clube da Esquina aqui em BH para a gente", afirmou.

A obra faz parte da 20ª edição do projeto Fábrica de Graffiti e é a primeira empena realizada pela iniciativa em Belo Horizonte. Paula Mesquista, representante do projeto, disse que Milton foi escolhido pelo significado que tem para Minas Gerais e para a música brasileira.

Criado pelo artista plástico e muralista Kaká Chazz, o mural apresenta referências a diferentes momentos da trajetória de Milton. Em uma das imagens, ele aparece com o tradicional chapéu de maquinista, associado aos anos 1970. No acessório, há um desenho feito pelo próprio cantor e usado na capa do álbum Gerais, de 1976.

Na outra representação, o artista aparece em referência à despedida dos palcos, realizada em 2022, usando um manto criado pelo estilista Ronaldo Fraga. De acordo com o historiador Bruno Vieiros, especialista em Clube da Esquina, as imagens representam o início da carreira e o momento em que Milton observa o caminho percorrido durante mais de 60 anos.

A composição também traz uma sanfona, instrumento que, segundo o historiador, foi presente da mãe de Milton quando ele ainda era criança. As cores foram inspiradas no cerrado, bioma presente em grande parte do território mineiro. Kaká Chazz incorporou ainda elementos do barroco mineiro e referências às obras de Aleijadinho, além de aves do cerrado.

O funcionário público Emílio Botelho, fã declarado do cantor, acompanhou a conclusão da pintura. Morador do bairro Santa Teresa e tutor de um cachorro chamado Bituca, ele afirmou que a homenagem será percebida por quem chegar à capital: "Está maravilhoso. O Milton merece essa homenagem".

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.