CONTAGEM — A Polícia Civil solicitou à Justiça, nesta quarta-feira (16), uma medida protetiva para a mulher que denunciou agressões e perseguição atribuídas ao ex-marido, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O pedido foi encaminhado ao Judiciário pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) do município.
A vítima procurou, na noite de terça-feira (15), uma Base de Segurança Comunitária da Polícia Militar, no bairro Jardim Laguna. Conforme o boletim de ocorrência, ela disse que estava sendo seguida pelo ex-marido e que temia ser morta.
Investigação
A mulher relatou à polícia que manteve uma união estável com o suspeito por cerca de 24 anos. Os dois estão separados há aproximadamente dois meses. Ainda segundo o registro, ela afirmou que as agressões ocorrem há mais de dez anos e aumentaram nos últimos meses, porque o homem não aceitaria o fim do relacionamento.
Horas antes de buscar ajuda, o suspeito teria exigido acesso ao celular da vítima e a agredido dentro da empresa do casal, com um golpe conhecido como “mata-leão”. Um funcionário que estava com ela teria interrompido a ação.
Depois, a mulher buscou o filho na escola e seguiu de carro até uma unidade da Polícia Militar. No trajeto, afirmou ter sido perseguida e que o ex-companheiro teria tentado atingir o veículo dela com a caminhonete.
Um vídeo mostra o momento em que o homem é abordado por um policial militar. Ele consegue escapar, e o agente chega a ser arrastado por alguns metros. A caminhonete foi localizada abandonada e apreendida, mas o suspeito não havia sido encontrado.
A delegada responsável instaurou inquérito para investigar lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, no contexto da Lei Maria da Penha. A vítima também informou ter encontrado dispositivos de rastreamento em seus pertences e declarou temer pela própria vida e pela segurança dos filhos. As investigações continuam.



