Três ciclistas percorreram 640 km entre Ipirá e o Santuário do Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, em uma viagem que durou seis dias. O grupo pedalou cerca de oito horas por dia, enfrentando estradas, ladeiras e longos trechos pelo interior baiano.
A saída ocorreu no dia 7 de setembro, e a chegada foi no sábado (12). Participaram do percurso o mecânico Zito Jesus dos Santos, de 55 anos, o artista de rua Jansen Nascimento, que mora em Salvador, e o serralheiro Márcio Lima, vizinho de Zito.
As bicicletas foram levadas de volta para casa no bagageiro de um ônibus. Antes da partida, os três definiram pontos de apoio para descanso e hospedagem. Para transportar as mochilas, usaram um sistema de garupa, evitando carregá-las nas costas durante todo o trajeto.
Trechos difíceis e pontos de apoio
A rotina incluía paradas para alimentação e descanso. À noite, os ciclistas dormiam em pousadas e retomavam a viagem na manhã seguinte. Entre os trechos considerados mais difíceis por Zito esteve o caminho entre Seabra e a descida da Serra da Mangabeira, marcado pelas muitas ladeiras.
Nenhum dos três enfrentou problemas mecânicos que interrompessem o percurso. Para Zito, a organização e os pontos de apoio ajudaram na conclusão da viagem. “A fé nos levou”, afirmou.
Ciclista há mais de 30 anos, Zito contou que a ideia de fazer o caminho surgiu depois de conversar com um viajante que passou por seu trabalho. Ele fez o trajeto pela primeira vez em 2019 e, desde então, já foi seis vezes de bicicleta a Bom Jesus da Lapa.
Chegada ao santuário
A visita ao santuário tem, para Zito, um significado religioso. Atuante na paróquia de Ipirá, ele disse que vai ao local para agradecer. A viagem também representa saúde e superação, além de contar com o apoio da esposa e dos filhos.
Mesmo tendo retornado de ônibus nesta ocasião, o mecânico afirmou que preferiria fazer a volta pedalando. Bom Jesus da Lapa continua entre os destinos que pretende visitar de bicicleta, mas ele também considera aumentar a distância dos próximos desafios.
Ao resumir os 640 km percorridos, Zito definiu a experiência como “Alegria e fé”.



