RIO DE JANEIRO — O Grêmio perdeu por 3 a 2 para o Botafogo na noite de quarta-feira, 16, no Estádio Nilton Santos, e terminou a partida sob protestos contra a arbitragem. O duelo, válido pela 21ª rodada do Brasileirão, estava atrasado e foi realizado no Rio de Janeiro.
A principal reclamação ocorreu nos acréscimos, após o gol do centroavante Carlos Vinícius ser anulado. O vice de futebol do Grêmio, Rafael Lima, contestou a decisão, afirmou que as imagens não são conclusivas e classificou o episódio como “vergonha”.
Luiz Felipe Scolari, que comandou a equipe na partida, comparou a falta de credibilidade do VAR à atribuída ao STF em Brasília. O ex-árbitro Leonardo Gaciba, atual consultor de arbitragem do Grêmio, irá à CBF para esclarecer uma dúvida sobre o lance. Ele observou que as linhas vermelha e azul aparecem na mesma posição, mas identificou uma terceira linha, amarela, e quer saber por que ela foi utilizada.
A repercussão também envolveu os dirigentes. O CEO Alex Leitão chamou o Botafogo de “picaretas” em uma manifestação nas redes sociais. Eduardo Iglesias, CEO do clube carioca, disse que vai processá-lo: “Esse senhor será processado e terá que justificar em frente ao juízo cada palavra dita.”
Renato prepara reestreia
Renato Portaluppi foi auxiliar de Felipão na partida e será apresentado como treinador nesta quinta-feira, 17, às 18 horas, no auditório da Arena. Depois da entrevista, ele será recebido pelos torcedores em frente à Arquibancada Norte.
Na chegada da delegação a Porto Alegre, cerca de 20 torcedores acompanharam o desembarque após a derrota no Rio de Janeiro. Renato se aproximou do grupo e deixou uma mensagem de confiança.
A expectativa é de mais de 50 mil torcedores na Arena para a reestreia, marcada para domingo, 20, às 11 horas, contra o Palmeiras. O volante Mathías Villasanti afirmou que é difícil apontar melhora no desempenho sem um resultado positivo e disse que o elenco precisa assumir o momento vivido pelo clube.



