O Flamengo vai apresentar ao Conselho Deliberativo (CODE), nesta terça-feira (15), uma proposta de reforma do estatuto para tornar permanente o modelo de gestão profissional adotado pela diretoria há um ano e meio.
A votação está prevista para 15 de setembro. O texto foi elaborado pela Comissão Permanente de Estatuto a partir do projeto “Profissionalismo”, apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap.
A proposta define com mais clareza a divisão entre as decisões estratégicas e a rotina administrativa. A operação diária do clube ficará sob responsabilidade de uma Diretoria Profissional, composta por executivos contratados com base em critérios técnicos.
Nova estrutura de comando
O modelo prevê um Diretor-Geral para a área corporativa e um Diretor de Futebol responsável pelo futebol profissional e pelas categorias de base. Os conselhos continuarão exercendo suas funções, mas sem interferir diretamente no funcionamento cotidiano.
Um novo Conselho Gestor (COGE) deverá acompanhar metas, riscos e indicadores da gestão profissional. O Conselho Deliberativo continuará como instância máxima para decisões estruturantes, enquanto o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal manterão as atribuições de fiscalização.
A diretoria afirma que a formalização é necessária diante de uma receita anual superior a R$ 2 bilhões e de uma estrutura cada vez mais complexa. O objetivo é evitar que a continuidade da profissionalização dependa da decisão de cada presidente. A proposta resume essa separação no princípio de que quem governa não executa, e quem executa não governa.
A mudança não transforma o Flamengo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube seguirá como associação civil, pertencente aos próprios sócios, com as estruturas democráticas preservadas.
A Comissão Permanente de Estatuto reuniu 15 blocos de emendas originados de 98 sugestões de associados. Cerca de três quartos das contribuições foram incorporadas, total ou parcialmente, ao texto final.



