Edílson Capetinha relembrou a rivalidade com Dejan Petkovic no Flamengo e afirmou que tinha a camisa 10 garantida em contrato quando chegou ao clube. O ex-atacante disse que decidiu não reivindicar o número após conversar com o então presidente Edmundo Santos Silva, para evitar problemas no grupo.
Mesmo sem ficar com a camisa, Edílson passou a provocar Petkovic no cotidiano. A disputa também apareceu nos treinos e nas cobranças de pênaltis. O ex-jogador afirmou que a briga era motivada por vaidade e que, apesar do conflito fora de campo, os dois mantinham bom entendimento durante as partidas.
“Você está com a 10 porque eu quero”, disse Edílson ao recordar uma das provocações feitas ao sérvio. Ele contou que os dois chegavam a montar equipes diferentes nos treinamentos e disputavam a responsabilidade pelas cobranças, mas também destacou as assistências trocadas entre eles.
Comparação com o Corinthians
Edílson comparou o episódio à mudança de numeração envolvendo Memphis Depay e Rodrigo Garro no Corinthians, ocorrida no início de 2025. O clube passou a camisa 10 de Garro para Memphis por causa de uma cláusula no contrato do jogador holandês. Garro passou a usar a 8 e declarou que não gostou da alteração.
O ex-atacante também afirmou que o rendimento de Garro caiu após a mudança, mas deixou claro que essa é uma avaliação pessoal. Edílson participou da entrega da camisa a Memphis ao lado de Neto e Zenon.
Títulos pelo Flamengo
Edílson e Petkovic atuaram juntos no Flamengo entre 2000 e 2001. Nesse período, conquistaram a Copa dos Campeões e o Campeonato Carioca de 2001. A dupla também foi decisiva na final contra o Vasco, em 27 de maio de 2001.
Na vitória por 3 a 1, Edílson marcou os dois primeiros gols e sofreu a falta convertida por Petkovic aos 43 minutos do segundo tempo. Atualmente, Edílson afirma ter resolvido as brigas que acumulou no futebol, incluindo os conflitos com Petkovic e Rincón.



