SÃO PAULO — A projeção apresentada pelo governo federal para o salário mínimo nacional em 2027 é de R$ 1.717, com pagamento previsto a partir de fevereiro de 2027. Se a estimativa for confirmada, o benefício mínimo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá acompanhar o novo valor.
A previsão ainda não é definitiva. O cálculo poderá ser alterado até o fim de 2026, conforme forem atualizados os indicadores econômicos. A fórmula considera a inflação medida pelo INPC até novembro e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB).
A definição do piso nacional é diferente da regra aplicada ao salário mínimo regional de São Paulo. O valor paulista, fixado em R$ 1.874,36, foi estabelecido para determinadas categorias profissionais e não substitui o mínimo definido pelo governo federal.
Atualmente, o piso nacional está em R$ 1.621, e nenhum benefício previdenciário pode ser inferior a essa quantia. Por isso, o valor regional paulista não provoca aumento automático em aposentadorias, pensões e outros pagamentos vinculados ao piso do INSS.
O teto previdenciário também segue uma regra própria. Em 2026, o valor máximo pago pelo instituto é de R$ 8.475,55, com reajuste baseado na variação do INPC.
O piso regional atende trabalhadores que não têm remuneração mínima definida por legislação federal ou por acordos e convenções coletivas. A lista inclui profissionais do comércio, da indústria e de serviços administrativos, além de trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, motoboys, garçons, operadores de telemarketing e trabalhadores da construção civil, como pedreiros e pintores.
Também fazem parte das categorias profissionais de limpeza e conservação, cabeleireiros, manicures e barbeiros, entre outras. Assim, o valor de R$ 1.874,36 está ligado ao mercado de trabalho paulista, enquanto os benefícios da Previdência seguem o salário mínimo nacional.



