Marisa Orth afirma que a participação em um curta-metragem sensual para maiores de 18 anos deixou de causar receio depois que ela assistiu ao resultado. O projeto é o primeiro da plataforma Amasso, que propõe cenas sensuais com famosos, e foi dirigido por Gringo Cardia e Bárbara Paz.
A atriz conta que a familiaridade com os diretores ajudou a tornar as gravações mais tranquilas. Gringo já havia sido responsável pela direção artística da Playboy de Marisa, em agosto de 1997, na edição comemorativa dos 22 anos da publicação. Bárbara, por sua vez, recebeu elogios pelo trabalho no cinema, na fotografia e pela abordagem da sensualidade em preto e branco.
“Não me senti objetificada”, garante Marisa. Segundo ela, os limites foram definidos em conversas com a plataforma, que buscou criar uma proposta sensual sem chegar ao conteúdo explícito de OnlyFans ou do pornô. A atriz também diz que teve liberdade para indicar as pessoas que participariam do trabalho.
O convite inicialmente provocou estranhamento, mas a artista decidiu aceitar por curiosidade e por considerar a proposta lisonjeira. Durante o processo, ela afirma que se dedicou mais aos cuidados com o corpo e emagreceu. A produção, segundo Marisa, exigiu uma rotina cansativa e atenção constante à luz, à aparência e ao que poderia soar vulgar ou elegante.
Em Portugal, a atriz também divide cena com Miguel Falabella em O Pecado Mora em Cima, que chega aos cinemas em outubro. No filme, Marisa interpreta Yara, mulher que vive um casamento marcado pela estagnação sexual e começa a lidar com a curiosidade diante da vida íntima de um casal mais jovem, durante um jantar com vizinhos.
A produção portuguesa é uma adaptação de Sentimental, longa espanhol baseado em uma peça de teatro. O filme já ganhou mais de 25 versões em diferentes países. O Convite (2026), com Olivia Wilde e Penélope Cruz, também foi inspirado na história.
Para Marisa, os dois trabalhos aproximam a sexualidade de discussões sobre desejo, repressão, amor e os limites dos relacionamentos. Ela observa que o casamento monogâmico longo pode não satisfazer, enquanto um modelo totalmente poligâmico também pode ser associado à falta de amor.



