SÃO PAULO — Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, está com aparência diferente após quase três décadas preso. Atualmente, ele pesa mais de 120 quilos e chegou a quase 130 quilos em um dos registros mais recentes feitos na Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo.
Preso desde 1998, Francisco também perdeu os dentes durante o período de encarceramento. A mudança física contrasta com as imagens do fim dos anos 1990, quando ele foi capturado depois de fugir para outro país.
Condenações e previsão de saída
Francisco ficou conhecido por uma série de crimes contra mulheres na década de 1990. Segundo as investigações, ele atraía vítimas com falsas promessas de trabalho e oportunidades como modelo e levava algumas delas para uma região de mata conhecida como Parque do Estado, na Zona Sul de São Paulo.
As condenações por estupros, homicídios, atentados violentos ao pudor e outros crimes relacionados aos ataques chegaram a 285 anos e 11 meses de prisão. Como a condenação ocorreu antes da mudança que ampliou o período máximo de prisão para 40 anos, o limite aplicável ao caso é de 30 anos.
A previsão é que Francisco complete 30 anos ininterruptos de cumprimento de pena em 11 de agosto de 2028. A possibilidade de saída, no entanto, ainda depende da análise judicial.
Em setembro de 2026, o Ministério Público de São Paulo defendeu uma avaliação sobre a necessidade de internação compulsória antes do fim previsto da pena. A Promotoria recebeu informações sobre um possível quadro de confusão mental e pediu uma análise mais aprofundada.
O advogado de Francisco contesta a medida e afirma que o cliente tem condições de voltar ao convívio social. O caso continua em análise judicial.
Rotina na penitenciária
Ao longo dos anos, Francisco passou a desenvolver atividades dentro da unidade prisional. Ele já trabalhou em uma oficina e depois se dedicou a atividades como tricô e crochê.
Funcionários relataram que o detento mantém uma rotina mais reservada e costuma ler a Bíblia. Em 2026, uma avaliação psicológica realizada na prisão recomendou acompanhamento neurológico e avaliação psiquiátrica complementar.
A transformação física faz parte de quase 30 anos de encarceramento, mas a situação judicial e a possibilidade de saída em 2028 permanecem como os principais pontos relacionados ao caso.



