A ex-BBB e comunicadora socioambiental Jessi Alves, de 30 anos, iniciou tratamento após conviver por cerca de cinco anos com pequenos escapes de urina ao espirrar ou tossir. Ela acreditava que os episódios eram consequência das crises de rinite alérgica, que a acompanham desde a infância.
A decisão de investigar o problema veio depois de um episódio mais intenso. Antes de sair para uma peça, Jessi espirrou e molhou a roupa, precisando tomar outro banho e mudar os planos. “Foi bastante constrangedor e foi quando percebi o quanto aquilo já estava interferindo na minha vida”, relatou.
Avaliação e tratamento
O assunto foi levado à médica Manoela Souza, da Clínica Vitaliti Saúde, durante um acompanhamento de saúde e emagrecimento. A avaliação apontou um quadro compatível com incontinência urinária aos esforços, caracterizada pela perda involuntária de urina em situações como tosse, espirro, risada ou esforço físico.
Para Jessi, foi indicado um protocolo com a Enygma X-Orbital, tecnologia desenvolvida pela Body Health para tratamentos relacionados à saúde íntima feminina. O equipamento utiliza radiofrequência tetrapolar multifrequencial, aplicada em 360° no canal vaginal. Conforme a indicação médica, o procedimento pode ser utilizado em diferentes condições, incluindo casos leves de incontinência urinária de esforço.
O protocolo prevê três sessões, com intervalos de aproximadamente um mês. Jessi afirma ter percebido mudanças depois da primeira aplicação e já realizou a segunda. “Depois de algumas semanas, simplesmente percebi que estava espirrando e aquilo já não fazia mais parte da minha rotina”, contou.
A comunicadora ainda deverá concluir o tratamento. Ela destacou que o procedimento é realizado em consultório e não exigiu a interrupção de suas atividades habituais.
Busca por informação
A médica ressalta que a resposta ao tratamento é individual e que a experiência de uma paciente não representa necessariamente o resultado para todas as mulheres. Como a perda urinária pode ter diferentes causas, a investigação e a avaliação profissional devem preceder a escolha de qualquer tratamento.
Jessi também passou a falar sobre o tema com outras mulheres e ouviu relatos semelhantes de perdas ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço. Para ela, a conversa pode ajudar quem enfrenta a situação a procurar orientação antes que o problema limite atividades ou provoque constrangimento.
Manoela Souza afirma que a incontinência urinária não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento, da maternidade ou de outras fases da vida. No acompanhamento de saúde, Jessi perdeu aproximadamente 15 quilos durante o processo de emagrecimento, que também considerou composição corporal, massa muscular, saúde metabólica, disposição e qualidade de vida.



