A Caixa Econômica Federal ainda não apresentou uma nova proposta aos empregados, mas marcou uma mesa de discussão para a manhã desta quinta-feira (10) e afirmou que continuará as negociações. O movimento grevista começou no mesmo dia e não tem prazo definido para terminar.
A paralisação nacional foi iniciada depois que a categoria rejeitou a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em assembleias realizadas em todo o Brasil. A continuidade da greve dependerá de novas deliberações dos trabalhadores em assembleias futuras.
O principal ponto de insatisfação está relacionado às condições do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. Mais de 90% dos participantes das assembleias recusaram a proposta apresentada pela instituição financeira, conforme informações do sindicato.
Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da Caixa, destacou que o resultado das votações demonstrou uma ampla insatisfação entre os trabalhadores. Representantes dos empregados apontaram diferentes questões ligadas ao acordo, com foco nas regras do plano de saúde.
Paralisações no Banco do Brasil
No Banco do Brasil, a mobilização ocorre de forma diferente. A paralisação é parcial e está restrita a bases sindicais que não aprovaram o acordo. Há registros em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
Enquanto os empregados da Caixa mantêm uma greve nacional por tempo indeterminado, o movimento no Banco do Brasil fica limitado a determinadas regiões. A próxima mesa de negociação da Caixa está prevista para a manhã desta quinta-feira (10), sem indicação, até então, de uma nova proposta apresentada pela empresa.




