A decisão da Opep+ de manter os níveis atuais de produção em outubro ocorre no mesmo momento em que novos ataques entre Estados Unidos e Irã aumentam a preocupação com o Estreito de Ormuz. A passagem responde por aproximadamente 20% da oferta mundial de petróleo, e o Irã ameaçou criar uma nova área de navegação restrita durante o confronto.
Por volta das 10h10min desta segunda-feira (7), o Brent para novembro avançava 1,40%, cotado a US$ 97,26 o barril na ICE. O WTI para outubro subia 0,84%, negociado a US$ 92,25 na Nymex.
Ataques envolvem navios e petroleiros
No sábado, forças dos Estados Unidos atingiram três petroleiros iranianos. Antes disso, o Irã havia lançado mísseis balísticos contra dois navios de guerra americanos. O Comando Central americano informou que as embarcações não foram atingidas e que não houve feridos.
O Omã também comunicou a retirada de 16 tripulantes do petroleiro Sidr, de propriedade saudita, após um ataque atribuído ao Irã. Os episódios reforçaram o temor de novas restrições ao transporte de cargas pela rota marítima.
Mesmo com os ataques e as interrupções, carregamentos de produtores árabes continuam passando por Ormuz. Desde julho, porém, um bloqueio naval americano impede as exportações iranianas pelo Golfo Pérsico.
Mercado acompanha risco sobre a oferta
A alta do petróleo mantém o movimento registrado na semana anterior, quando a commodity encerrou o período em disparada em meio à guerra e aos riscos relacionados à passagem por Ormuz. Na semana passada, investidores ampliaram as posições líquidas compradas em Brent. O movimento ocorreu principalmente pela redução de apostas na queda dos preços, e não por uma entrada expressiva de novas posições em busca de valorização.
A decisão da Opep+ interrompe uma sequência de seis meses de aumentos na produção. Integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados optaram por preservar em outubro os níveis atuais, sinalizando estabilidade para a oferta global fora do impacto direto dos incidentes no Oriente Médio.




