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Economia

Petrobras pode ampliar investimentos para além do petróleo, avalia Itaú BBA

Banco projeta capex acima do plano estratégico e vê oportunidades em refino, distribuição, etanol, fertilizantes e mineração.

Petrobras pode ampliar investimentos para além do petróleo, avalia Itaú BBA

O Itaú BBA elevou de R$ 63 para R$ 64 por ação o preço-alvo da Petrobras e manteve a recomendação de compra para PETR3 e PETR4. A companhia está entre as principais escolhas do banco no setor, que também estima crescimento da produção e dos investimentos nos próximos anos.

A projeção é de que o capex da Petrobras alcance US$ 22,7 bilhões em 2027 e US$ 22 bilhões em 2028. Os valores ficam acima dos US$ 21 bilhões e US$ 20,5 bilhões previstos no Plano Estratégico. Para 2029 e 2030, o Itaú BBA estima investimentos de US$ 17,3 bilhões e US$ 16,1 bilhões, respectivamente.

A avaliação considera que a empresa passou a executar projetos em ritmo mais acelerado, principalmente em Búzios. O capex ficou acima das projeções em 2024 e 2025, e o banco vê possibilidade de repetição desse comportamento em 2026.

Produção e novas frentes

Mesmo com a ampliação do leque de investimentos, a exploração e produção de petróleo deve continuar concentrando a maior parcela dos recursos da Petrobras. Búzios 12 e a revitalização de Albacora são apontados como projetos com potencial para chegar à decisão final de investimento. Somados, eles representam US$ 11,5 bilhões em capex, considerando a participação da companhia.

A Margem Equatorial permanece como principal fronteira exploratória no Brasil. Projetos internacionais, sobretudo na África, também aparecem entre as oportunidades avaliadas.

Nas estimativas do Itaú BBA, a produção da Petrobras será de 2,7 milhões de barris por dia em 2026, 2,9 milhões em 2027 e 3,1 milhões em 2028. O banco projeta o petróleo a US$ 80 por barril no fim de 2026, US$ 75 no fim de 2027 e US$ 65 a partir de 2028.

Refino, distribuição e GLP

No refino, a Petrobras reafirmou a meta de atender 100% da demanda brasileira por diesel até 2030. Para isso, seriam necessários cerca de 175 mil barris por dia adicionais em relação ao Plano de Negócios 2026-2030. Segundo o Itaú BBA, modernizações e a eliminação de gargalos exigiriam aproximadamente US$ 2 bilhões, enquanto uma nova refinaria demandaria entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões.

A refinaria de Mataripe também está entre os ativos analisados pelo banco, que estima seu valor entre US$ 1,5 bilhão e US$ 3 bilhões. A Petrobras vendeu a unidade em 2021 por US$ 1,65 bilhão.

A companhia confirmou que avalia voltar à distribuição de combustíveis. Uma decisão dependeria do fim do acordo de não concorrência com a Vibra, previsto para meados de 2029. Para o Itaú BBA, a alternativa mais provável seria comprar uma distribuidora já existente, em vez de começar uma operação do zero.

No mercado de gás liquefeito de petróleo, a Petrobras estuda oportunidades de reentrada depois de vender o negócio de distribuição em 2020 por R$ 4 bilhões. A Ultragaz é avaliada pelo banco em aproximadamente R$ 7 bilhões como referência para uma possível operação.

Petroquímica, etanol e fertilizantes

A Petrobras detém 47% do capital votante e 36,2% do capital total da Braskem. Em um cenário de aumento de capital com manutenção dessa participação, o Itaú BBA calcula que a companhia poderia precisar aportar cerca de US$ 2 bilhões.

A reentrada no etanol foi anunciada em 2024, por meio de parcerias estratégicas. Entre as possibilidades estão a compra de uma participação minoritária em uma empresa estabelecida, com valor de firma estimado em cerca de R$ 20 bilhões, ou o desenvolvimento de novos projetos, com valor patrimonial estimado em R$ 18 bilhões.

Em fertilizantes, a Petrobras avalia ampliar a capacidade das plantas e mencionou a possibilidade de dobrar a produção das instalações atuais e da UFN-III. Usando a unidade como referência, o banco estima que uma expansão hipotética para 2,95 milhões de toneladas anuais exigiria aproximadamente US$ 4,8 bilhões.

Minerais críticos e riscos monitorados

A Petrobras também analisa oportunidades em minerais ligados a baterias e armazenamento de energia, como lítio, sódio, grafite, níquel e cobalto. Potássio e fosfato, usados em fertilizantes, também estão no radar. Uma entrada em mineração exigiria mudança no estatuto da companhia.

O Itaú BBA estima alocação de aproximadamente R$ 250 milhões em um cenário de baixa exposição. O valor poderia chegar a R$ 1 bilhão se a Petrobras assumisse o controle de um novo projeto.

O banco afirma que a aceleração dos investimentos não é, por enquanto, uma preocupação relevante. A análise aponta concentração do aumento do capex em projetos do pré-sal, com baixo custo de extração e potencial de retorno elevado.

Ao mesmo tempo, o Itaú BBA acompanha os riscos ligados à política de preços dos combustíveis. A reversão do aumento da gasolina anunciado pela Petrobras em setembro elevou as preocupações sobre a consistência e a independência das decisões da empresa. O diesel também é monitorado por causa da dependência brasileira de importações e da diferença entre os preços domésticos e o mercado internacional.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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