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Medida provisória eleva multas no setor de combustíveis para até R$ 500 milhões

Nova regra prevê punições maiores para recusa de venda e aumento abusivo de preços por empresas do setor.

Medida provisória eleva multas no setor de combustíveis para até R$ 500 milhões
Foto: Fabio Teixeira/Anadolu via/Getty Images

Empresas que atuam na cadeia de combustíveis poderão ser multadas em até 500 milhões de reais por recusar a venda de produtos ou aumentar preços sem justa causa. A mudança foi incluída na medida provisória que criou o Desenrola Brasil 3.0 e já está em vigor.

Publicada na sexta-feira, 25, a MP 1.393 alterou o Código de Defesa do Consumidor. As punições variam de 20 mil a 500 milhões de reais e podem atingir importadores, produtores, distribuidoras, transportadores-revendedores-retalhistas (TRR) e postos de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo.

A alteração ocorre durante uma ofensiva do governo contra aumentos considerados abusivos. Na segunda-feira, a Secretaria Nacional do Consumidor abriu 70 processos administrativos contra postos por suspeita desse tipo de prática. Antes da mudança, a Senacon informava que as multas aplicáveis a esses estabelecimentos chegavam a cerca de 14 milhões de reais, com base no Código de Defesa do Consumidor.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também informou que as multas aplicadas em primeira instância a nove distribuidoras por aumento abusivo de preços já ultrapassam 700 milhões de reais. As empresas ainda podem recorrer das decisões.

A previsão para o setor de combustíveis está no artigo 4º da medida provisória, cujo principal objetivo é permitir a renegociação de dívidas de pessoas físicas. Com a nova redação do Código de Defesa do Consumidor, foi criada uma faixa específica de punição para condutas consideradas abusivas nesse mercado.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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