Os principais mercados acionários da Europa terminaram a sexta-feira em terreno positivo, com o recuo do petróleo e a redução da aversão global ao risco favorecendo uma recuperação depois de sessões de perdas. As expectativas para os próximos passos do Federal Reserve continuaram no radar após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos.
Em Milão, o FTSE MIB teve o maior avanço entre os índices citados, de 1,36%, aos 52.512,03 pontos. O CAC 40, de Paris, subiu 0,78%, para 8.179,77 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,77%, encerrando aos 25.557,16 pontos.
O Ibex 35, de Madri, avançou 0,84%, a 19.825,70 pontos. Em Londres, o FTSE 100 teve alta de 0,39%, aos 10.650,44 pontos. Já o PSI 20, de Lisboa, aumentou 0,73%, para 9.524,73 pontos.
A produção industrial do Reino Unido também contribuiu para o ambiente positivo. O indicador cresceu 0,2% em julho, na comparação com junho, enquanto as projeções do mercado apontavam recuo de 0,2%.
Na França, o ministro das Finanças, Roland Lescure, revisou de 0,7% para 0,5% a previsão de crescimento do país em 2026. Ele também reconheceu dificuldades para cumprir a meta de déficit fiscal, fator que trouxe cautela à sessão.
A política monetária europeia esteve entre os pontos de atenção. Gabriel Makhlouf, integrante do Conselho do Banco Central Europeu, afirmou que os conflitos no Oriente Médio podem prolongar as pressões inflacionárias. Na avaliação dele, aumentos agressivos dos juros acrescentariam riscos relevantes ao crescimento da região.
No mercado corporativo, as ações da Airbus subiram 1,4% após a empresa anunciar um programa para recomprar até 4,1 milhões de ações no mercado aberto. Companhias de semicondutores e tecnologia também avançaram, apoiadas pela demanda associada à Inteligência Artificial.
Em Londres, a Renishaw ganhou 3,1% e a XP Power subiu 5,4% após o Jefferies elevar a recomendação para as empresas. Na Alemanha, a SAP terminou estável, enquanto a Sartorius avançou 1,3%. Em Paris, ações do setor de luxo subiram 1%, e a Kering teve alta de 2%. As empresas de energia europeias fecharam com ganho de 0,6%.




