O leilão judicial de uma mansão registrada em nome de Nasser Fares, executivo da Marabraz, poderá começar com lance mínimo de cerca de 51 milhões de reais caso não haja comprador na primeira etapa. A avaliação judicial do imóvel foi fixada em 72,833 milhões de reais.
A propriedade fica no condomínio Fazenda Tamboré Residencial 2, em Santana de Parnaíba, e tem cerca de 2.640 metros quadrados de área construída, em um terreno de aproximadamente 5.130 metros quadrados. A venda será conduzida pelo Portal Bayit, com leilão a cargo de Priscila Pena Crepaldi, registrada na Jucesp sob o nº 1001.
Origem da penhora
A venda decorre de uma execução na 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo. Nasser Fares aparece no processo como executado. Conforme o edital, o débito atualizado informado era de aproximadamente 2,4 milhões de reais em agosto.
A matrícula do imóvel também reúne sete ordens de indisponibilidade de bens e direitos em nome de Fares. Três registros reproduzem determinações anteriores, de 2022 e 2023, que foram transferidas de matrículas precedentes. As outras quatro ordens foram comunicadas em 2026.
As determinações partiram da Justiça Federal e do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Elas limitam a possibilidade de o proprietário negociar livremente o patrimônio, mas não impedem automaticamente a realização de um leilão determinado pela Justiça.
Se a mansão for arrematada, o juízo responsável pela venda deverá analisar as restrições anotadas por outros processos. Credores que tenham preferência poderão disputar os valores obtidos com a alienação, em vez de manter as restrições vinculadas ao imóvel.
O processo do leilão não é o mesmo da recuperação judicial da Marabraz. A empresa pediu proteção à Justiça em agosto para renegociar cerca de 140 milhões de reais em dívidas. As averbações na matrícula também não indicam, por si só, que o imóvel esteja sendo executado nos sete processos nem que haja decisão definitiva sobre a responsabilidade de Fares em cada caso.



