Um homem de meia-idade pediu orientação depois que o pai continuou tentando se aproximar dos parentes da ex-mulher, mesmo décadas após o divórcio e a morte dela. A recomendação foi não assumir a responsabilidade de administrar os sentimentos e as relações entre adultos.
Os pais se divorciaram há 40 anos, quando o filho tinha 8. A mãe morreu há 25 anos. Desde então, o filho passou a considerar que tinha duas famílias separadas. Quando o irmão da mãe e a mulher dele o convidaram para uma viagem de fim de semana sem incluir o pai, o pai se sentiu ofendido.
O filho conta que explicou ao pai que os parentes da ex-mulher podem não ter aversão a ele, mas também não esperam necessariamente conviver com ele. Anos depois, ao saber que o pai visitaria a cidade onde os tios moram e havia chamado os dois para almoçar, procurou o tio para dizer que ele não precisava aceitar o convite por causa dele.
A orientação foi que o filho não deveria ter interferido. O pai pode lidar com a própria frustração, enquanto os tios têm liberdade para aceitar ou recusar o almoço. Também foi apontado que ex-parentes por afinidade podem continuar amigos e manter convivência social, mas isso não cria uma obrigação de inclusão em todos os encontros.
Atraso de 45 minutos em lanchonete
Outro leitor contou que ele e a mulher pediram dois sanduíches B.L.T. em uma lanchonete quase vazia. A comida levou 45 minutos para chegar, mesmo depois de o casal perguntar duas vezes sobre a demora.
O garçom pediu desculpas, informou que não controlava a cozinha e dispensou o pagamento da refeição. A mulher não queria deixar gorjeta, mas o cliente deixou US$ 20.
A avaliação foi que o garçom não participava do preparo depois de encaminhar o pedido à cozinha. Como a refeição não foi cobrada, a solução apresentada provavelmente era a melhor que estava ao alcance dele, ainda que o atendimento não tenha sido ideal.
Pedido para usar uma casa de lago
Um proprietário de uma segunda casa à beira de um lago disse que gosta de receber parentes e amigos, mas se incomoda quando pessoas que não mantêm contato pedem hospedagem. Algumas ainda solicitam usar o imóvel quando ele não está presente.
A resposta foi que ele pode recusar, sem precisar apresentar uma justificativa. Ao mesmo tempo, a recomendação foi não transformar um pedido em motivo para alimentar ressentimento. Uma alternativa seria negar a visita naquele momento e sugerir retomar o contato depois de tantos anos, dando aos antigos amigos o benefício da dúvida.
Câmeras durante o cuidado de um cachorro
A última situação envolve um sobrinho que aceitou cuidar da casa e do velho labrador de um casal. Há câmeras no quintal, na sala de estar e no local onde o cachorro dorme.
O sobrinho se sente desconfortável com os equipamentos ligados enquanto está dentro da casa, embora aceite ativá-los quando sai. A orientação considerou razoável manter as câmeras desligadas durante a permanência dele e ligá-las na ausência.
A recomendação foi respeitar a privacidade de quem presta o favor. Caso os donos não concordem com esse limite, a alternativa seria procurar outra pessoa para cuidar do cachorro e da casa.



