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Família de influenciadora morta após cirurgias busca esclarecer atendimento

Marcus Vinicius afirma não ter informação concreta sobre a causa da morte de Marta Oliveira e questiona alta, reoperação e registros médicos.

Família de influenciadora morta após cirurgias busca esclarecer atendimento
Foto: Reprodução

A família da influenciadora Marta Oliveira, de 33 anos, busca esclarecer as circunstâncias da morte após um conjunto de cirurgias plásticas realizadas no Hospital Unimed Volta Redonda. O marido dela, Marcus Vinicius, afirma que ainda não recebeu uma explicação técnica concreta sobre a causa do falecimento, ocorrido em 17 de agosto.

Marta estava com Marcus havia 15 anos e tinha três filhos. Segundo o marido, ela não apresentava problemas de saúde conhecidos, realizou os exames pré-operatórios e desejava fazer o procedimento havia anos. A cirurgia ocorreu em 12 de agosto e incluiu abdominoplastia, lipoaspiração 3D, próteses de silicone nos seios, enxerto de gordura nos glúteos e lipoaspiração na papada. O procedimento durou aproximadamente seis horas.

Após permanecer internada até a manhã seguinte, Marta recebeu alta e voltou para casa. Marcus questiona o fato de ela ter deixado o hospital sem urinar. Depois, ela apresentou vômitos e diarreia e pediu para retornar à unidade. Durante a reinternação, também reclamou de falta de ar e chegou a gravar um vídeo para os seguidores, mas, conforme o marido, já tinha dificuldade para falar.

Reinternação e dúvidas sobre o atendimento

Marta usava drenos, e a família levou dúvidas sobre a aparência do líquido à equipe responsável pelo acompanhamento. Havia um grupo de WhatsApp com os profissionais, que orientavam os cuidados no pós-operatório, incluindo a hidratação.

Na madrugada de sexta-feira para sábado, ela passou por uma segunda cirurgia. Marcus afirma que ainda tenta entender o que motivou a reoperação e quais complicações foram identificadas. Depois do procedimento, ele foi informado de que Marta seria intubada. O marido também relata que a médica responsável mostrou um vídeo da paciente com o abdômen aberto e disse que não havia ocorrido problema relacionado à cirurgia plástica.

Na segunda-feira, 17 de agosto, Marcus recebeu a informação de que o coração de Marta estaria funcionando com apenas 15% da capacidade. A família tentou buscar profissionais e equipamentos de outros hospitais para uma segunda opinião. Mais tarde, ele foi chamado e recebeu a notícia da morte. Segundo o relato, Marta sofreu duas paradas cardíacas diante dele naquele dia.

“Não tenho informação concreta da causa do falecimento dela”, afirmou Marcus. Ele diz que não pretende acusar ninguém, mas quer analisar os prontuários e demais documentos médicos para entender a rápida piora do quadro.

Defesa analisa documentos e registros

Os advogados Raphael Naves e Carlos Barbosa Ribeiro afirmam que estão examinando a documentação e pretendem contratar profissionais de outras regiões para fazer uma avaliação técnica independente. A defesa aponta dúvidas sobre exames realizados após a volta de Marta ao hospital. Uma tomografia teria indicado alterações que, segundo os advogados, não foram identificadas da mesma forma durante uma cirurgia exploratória.

Os representantes também afirmam que um vídeo feito durante o procedimento e mostrado a Marcus não aparece no prontuário entregue à família. Eles solicitaram ao hospital as imagens das câmeras de segurança do momento em que o registro teria sido apresentado. De acordo com a defesa, a instituição informou que as imagens estão preservadas, mas só seriam liberadas mediante processo judicial.

Outra solicitação envolve os registros de acesso ao prontuário. A intenção é verificar quem consultou as informações durante a internação e se pessoas que não participavam diretamente do atendimento tiveram acesso aos dados.

Os advogados ressaltam que ainda não concluíram se houve falha médica. A estratégia é obter um parecer independente antes de avaliar medidas no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, na Justiça, no Ministério Público ou na polícia. O caso também é alvo de uma sindicância no Cremerj.

Declaração de óbito e posição do hospital

A declaração de óbito registra choque misto refratário, insuficiência cardíaca aguda e sepse de foco indeterminado como causas associadas à morte. O documento não aponta uma causa específica para a origem da sepse.

O Hospital Unimed Volta Redonda informou que possui protocolos institucionais para analisar atendimentos que demandem apuração. A instituição afirmou que não divulgará informações adicionais em respeito à privacidade da paciente, dos familiares e ao sigilo médico, mas disse permanecer à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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